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Na Trilha do Mestre

Partindo Jesus dali, viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e seguiu. – Mateus, 9: 9.
É importante verificar que o Mestre não estabelece condições para que o discípulo lhe compartilhe a jornada.
Não pergunta se ele se julga dotado com a força conveniente…
Se é fraco de espírito…
Se é demasiado imperfeito…
Se sofre em família…
Se possui débitos a solver…
Se padece tentações…
Se está acusado de alguma falta…
Se retém valores de educação…
Se é rico ou pobre de possibilidades materiais…
O Senhor diz apenas segue-me, como quem afirma que, se o aprendiz se dispõe realmente a segui-lo, será suprido de socorros eficientes, em todas as suas necessidades.
A lição é clara e expressiva. Reflitamos nela para que não venhamos permanecer na sombra da indecisão.

Emmanuel

A Caminho do Alto

Porque eu sou o menor dos apóstolos… – Paulo, I Coríntios,15:9.
Decididamente, muitos defeitos nos caracterizam ainda o progresso moral deficitário. Não nos será lícito, porém, esquecer algumas das bênçãos que já conseguimos amealhar com o amparo do Mestre Divino.
Não temos a santidade; no entanto, já nos matriculamos na escola do bem, aprendendo a evitar as arremetidas do mal.
Não dispomos de sabedoria, mas já percebemos a importância do estudo, diligenciando entesourar-lhe os valores imperecíveis.
Não possuímos a inexpugnabilidade moral; todavia, já sabemos orar, organizando a própria resistência contra o assédio das tentações.
Não nos galardoamos ainda com o total desprendimento de nós mesmos, notadamente no capítulo do perdão incondicional; contudo, já aceitamos a necessidade de abandonar a concha do egoísmo, exercitando-nos em diminutivos gestos de entendimento e fraternidade para alcançar a vivência da grande abnegação.
Não atingimos o sentimento imaculado; entretanto, pelo esforço na disciplina de nossas inclinações e desejos, já nos adestramos, a pouco e pouco, para aquisição do amor puro.
Não entremostramos, de leve, o heroísmo da fé absoluta, mas já assimilamos grau relativo de confiança na Divina Providência, buscando agradecer-lhe a paz dos dias serenos, tanto quanto invocando-lhe a proteção para a travessia das horas difíceis.
Sem dúvida, estamos muito longe, infinitamente muito longe da perfeição… Cabe, porém, a nós, aprendizes do Evangelho, a obrigação de confrontar-nos hoje com o que éramos ontem e, a nosso ver, feito isso, cada um de nós pode, sem pretensão parafrasear as palavras do apóstolo Paulo, nos versículos 9 e 10, do capítulo 15, de sua Primeira Epístola aos Coríntios: Dos servidores do Senhor, sei que sou o menor e o mais endividado perante a Lei, mas com a graça de Deus sou o que sou

Emmanuel

Ante o Mundo Espiritual

Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. – Paulo. (II Timóteo, cap. 6 v.19)
Fundamento é alicerce, sustentáculo.
A essência espírita da palavra de Paulo a Timóteo não nos deixa qualquer dúvida.
O apóstolo solicita aos companheiros encarnados na Terra entesourarem “um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna”.
Claro que não se reporta ao porvir do corpo, destinado a transformações inevitáveis na química da Natureza.
O convertido de Damasco, se refere à alma imperecedoura.
Em síntese, destaca a necessidade do máximo aproveitamento da reencarnação.
Recorda aos homens que os obstáculos do mundo são recursos valiosos para o reajuste do Espírito; que as provações na carne são agentes de purificação interior; que a convivência com aqueles que nos ferem ou caluniam é oportunidade de exercitarmos humildade e que o contato de tentações é o processo de amealharmos experiência.

Paulo quer dizer que a criatura humana, em se desvencilhando da armadura física pelo transe da morte, se aspire a conquistar os planos superiores, no rumo da imortalidade vitoriosa, precisa transportar consigo as riquezas do espírito hauridas no estudo e no trabalho, no mérito das boas obras e no autoaprimoramento, de vez que sem esses requisitos, conquanto desencarnada, permanecerá gravitando em torno de vicissitudes terrestres, à espera de novas reencarnações.
Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.