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A Ciência e Construção

A caridade é paciente. – Paulo. (I Coríntios, 13:4.)
Indiscutivelmente não consegues corrigir, como talvez desejes, os desacertos da Humanidade, mas é possível ajustar o próprio coração à lei do amor a fim de que a redenção do mundo encontre em ti mesmo o ponto necessário de expansão.
Não julgues, porém, que pressa ou violência sejam climas adequados de ação para a vitória do bem.
Amarás e servirás; entretanto, não só isso: ampararás também.
Compreensão pede amadurecimento de raciocínio nos refolhos da alma.
Que dizer do lavrador que propiciasse leito e adubo à semente, sob a condição de ser correspondido com o fruto em apenas algumas horas?
Do professor que instituísse o apoio da escola exigindo, por isso, que o aluno efetue a conquista de todos os louros culturais numa semana?
Auxilia aqueles a quem amas; no entanto, não lhes solicites espetáculos de entendimento e gratidão que ainda não sejam capazes de oferecer.
Que seria de nós se fôssemos constrangidos a pagar de improviso as contas do amor que temos recebido e com que temos sido sustentados, na longa fieira de nossas reencarnações, através dos séculos? Pensa nisso e semeia o bem quanto possas, porque a caridade é paciente e na caridade infatigável se edifica, em favor de nós todos, a paciência de Deus.

Emmanuel

A Caminho do Alto

Porque eu sou o menor dos apóstolos… – Paulo, I Coríntios,15:9.
Decididamente, muitos defeitos nos caracterizam ainda o progresso moral deficitário. Não nos será lícito, porém, esquecer algumas das bênçãos que já conseguimos amealhar com o amparo do Mestre Divino.
Não temos a santidade; no entanto, já nos matriculamos na escola do bem, aprendendo a evitar as arremetidas do mal.
Não dispomos de sabedoria, mas já percebemos a importância do estudo, diligenciando entesourar-lhe os valores imperecíveis.
Não possuímos a inexpugnabilidade moral; todavia, já sabemos orar, organizando a própria resistência contra o assédio das tentações.
Não nos galardoamos ainda com o total desprendimento de nós mesmos, notadamente no capítulo do perdão incondicional; contudo, já aceitamos a necessidade de abandonar a concha do egoísmo, exercitando-nos em diminutivos gestos de entendimento e fraternidade para alcançar a vivência da grande abnegação.
Não atingimos o sentimento imaculado; entretanto, pelo esforço na disciplina de nossas inclinações e desejos, já nos adestramos, a pouco e pouco, para aquisição do amor puro.
Não entremostramos, de leve, o heroísmo da fé absoluta, mas já assimilamos grau relativo de confiança na Divina Providência, buscando agradecer-lhe a paz dos dias serenos, tanto quanto invocando-lhe a proteção para a travessia das horas difíceis.
Sem dúvida, estamos muito longe, infinitamente muito longe da perfeição… Cabe, porém, a nós, aprendizes do Evangelho, a obrigação de confrontar-nos hoje com o que éramos ontem e, a nosso ver, feito isso, cada um de nós pode, sem pretensão parafrasear as palavras do apóstolo Paulo, nos versículos 9 e 10, do capítulo 15, de sua Primeira Epístola aos Coríntios: Dos servidores do Senhor, sei que sou o menor e o mais endividado perante a Lei, mas com a graça de Deus sou o que sou

Emmanuel

Necessitados

Tende o mesmo sentimento uns para com os outros… – Paulo (Romanos,12:16.)
A Moeda, a cultura da inteligência, o verbo fulgurante e a segurança social nem sempre conseguem suprimir os problemas da pobreza, porque não nos é lícito esquecer a pobreza de espírito.
Seareiros do bem que esvaziam a bolsa em socorro dos semelhantes, conquanto a ventura que adquirem pela ventura que espalham, às vezes trazem cruzes dolorosas por dentro do coração. E o mesmo acontece a muitos daqueles outros que levantam no mundo o archote do gênio, empunhando o buril da frase, transportando os tesouros da emoção, desvendando novos ângulos da Natureza ou detendo o cetro da autoridade.
Isso nos obriga a considerar que necessitados não são apenas aqueles que se nos mostram em condições visíveis de penúria material; em muitas circunstâncias somos procurados por dores disfarçadas sob títulos honrosos do mundo ou recobertas por enfeites dourados.
Descerra o coração para o grande entendimento! Aquele que julgas como sendo o mais rico, diante da realidade será provavelmente o mais pobre, tanto quanto o que se te afigura o mais feliz seja talvez o mais infortunado.
Ouçamos a solicitação oportuna do apóstolo Paulo: – Tenhamos o mesmo sentimento uns para com os outros…
Não te impressiones tão-somente pelos olhos físicos. Deixa que a tua visão espiritual funcione à frente de todos e encontrarás em cada um daqueles que te cruzam a estrada um filho de Deus e irmão nosso, qual acontece a nós no rude labor do próprio burilamento, pedinte de compreensão e necessitado de amor.
Emmanuel, psicografia de Chico Xavier

Na luta educativa

Mas pela graça de Deus sou o que sou… Paulo. (I Coríntios, 15:10)
Ninguém nos desconhece a inferioridade de espíritos ainda vinculados aos processos evolutivos da Terra, sempre que tenhamos a nossas condições imperfeitas confrontadas com as qualidades sublimes que imaginamos nas entidades angélicas.
Não nos é lícito, porém, negar os recursos de aperfeiçoamento que já nos felicitam.
Somos incipientes no trato dos conhecimentos superiores, mas já estamos instruídos quanto à necessidade de adquiri-los.
Achamo-nos empenhados a débitos enormes, diante de muitas existências transcorridas no erro; no entanto, já sabemos que, se formos leais ao cumprimento dos deveres que o resgate nos impõe, é possível atenuar muitas dificuldades e transpor vitoriosamente as barreiras que nos separam da vitória sobre nós mesmos.
Experimentamos tentações escabrosas, segundo as falhas que ainda nos marcam a posição; todavia, não ignoramos que triunfaremos sobre todos os alvitres da sombra, desde que estejamos atentos aos impositivos do serviço e da vigilância.
Percebemos as fragilidades que nos assinalam a existência para o levantamento de construções morais nos domínios da virtude; entretanto, dispomos das mais nobres instruções para guiar-nos no caminho da elevação.
Melhoremo-nos, melhorando a vida.
Aprendamos para ensinar.
Impossível ocultar as deficiências de que somos ainda portadores; conquanto isso, podemos parafrasear Paulo de Tarso, asseverando: dentre os espíritos devedores e imperfeitos, reconhecemos estar em meio dos mais necessitados de regeneração e ensinamento, mas pela graça de Deus já somos o que somos.
Emmanuel, psicografia de Chico Xavier

Nunca Inúteis

Nunca se diga inútil nos mecanismos da vida.
A usina é um centro gigantesco de força, mas é a lâmpada que dosa em casa a luz de que carecemos.
Determinada moradia será provavelmente um palácio, mas é a chave que lhe resguarda a segurança.
O depósito de algodão é garantia valiosa na indústria, mas o tecido na espécie é formado pelo fio que ele produz.
O livro pode ser um tesouro de conhecimentos superiores, mas não surgiria sem as letras do alfabeto.
A sinfonia é um espetáculo de grandeza, mas não existiria sem a base nas sete notas.
Meditemos na importância da vida, em qualquer setor, e trabalhemos.
Realmente, não somos indispensáveis, porque a Providência Divina não pode falir quando falhamos transitoriamente, mas, em verdade, segundo a Sabedoria do Universo, Deus não nos criaria, se não tivesse necessidade de nós.
André Luiz, psicografia de Chico Xavier

Agradece

Agradece as mãos que te constroem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir.
Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar.
Agradece aos amigos que te proporcionam mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência.
Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância.
Certa feita, um pedaço de carbono sumido no monturo pediu a Deus o levasse para a superfície da Terra, a fim de ser mais útil. O Supremo Senhor ouviu-lhe a súplica e determinou fosse ele detido no subsolo para a devida maturação.
O minério humilde aceitou a resposta e permaneceu na clausura, por séculos e séculos, suportando a química da natureza com o assalto constante dos vermes que habitavam o chão.
Chegou, por fim, o tempo em que o Criador mandou arrancá-lo para atender-lhe aos ideais. Instrumentos de perfuração exumaram-no a golpes desapiedados e o lapidário cortou-lhe o corpo, de vários modos, em minucioso burilamento.
Mas quando o carbono sublimado surgiu, de todo, aos olhos do mundo, Deus o havia transformado no brilhante, que passou a brilhar, entre os homens, parecendo uma flor do arco-íris com o fulgor das estrelas.
Meimei, psicografia de Chico Xavier