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Enfermidade

Enquanto nos escasseie educação, nos domínios da mente, a enfermidade por mortificação involuntária, desempenhará expressivo papel em nossa vida espiritual.
Na maioria das circunstâncias, somos nós quem lhe pede a presença e o concurso, antes da reencarnação, no campo da existência física, à maneira do viajor, encomendado recursos de segurança para a travessia do mar; e, em ocasiões outras, ele constitui auxílio de urgência, promovido pela bondade dos amigos, que se erigem, nas esferas superiores, à condição de patronos da nossa libertação para a Vida Maior.
À face de semelhante motivo, doenças existem de múltiplas significações, como sejam:
Inibições trazidas do berço – moléstias – amparo, comboiando votos de melhoria moral; Dermatoses recidivantes – moléstias – proteção, coibindo desmantelos do sentimento;
Mutilações congênitas – moléstias – refúgio, impedindo a queda em atos de violência ou venalidade;
Incômodos imprevistos – moléstias – socorro, evitando o mergulho da alma em compromissos inferiores;
Males de longo curso – moléstias – abrigo, obstando enredamento da criatura nas tramas da obsessão.
Certamente, ninguém deve acalentar desequilíbrios orgânicos sob a desculpa de buscar a purificação da vida interior.
O corpo físico é para a alma encarnada aquilo que a máquina significa, à frente do operário, – instrumento de serviço e progresso, que ele recebe de autoridade maior, a fim de produzir, a benefício dos outros e de si próprio, cabendo-lhe a obrigação de assisti-la constantemente e restaurá-la sempre que necessário.
Todavia, diante da doença que persiste no corpo, a despeito de todas as medidas acautelatórias e defensivas, é imperioso reconhecer-lhe a função providencial e tratá-la com a certeza de quem carrega consigo a luz de uma benção.

Emmanuel, do livro Caminho Espírita,
psicografado por Chico Xavier

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Ora e Confia

Ora em silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos.

Se um dia te encontrares em situações tão difíceis que a vida te pareça um cárcere sem portas; sob o cerco de perseguidores aparentemente imbatíveis; sofrendo a conspiração de intrigas domésticas; na trama de processos obsessivos; no campo de moléstias consideradas irreversíveis; no laço de paixões que te conturbem a mente; debaixo de provas que te induzam à desolação e ao desânimo; sob a pressão de hábitos infelizes; em extrema penúria, sem trabalho e sem meios de sobrevivência; de alma relegada a supremo abandono; na área de problemas criados pelos entes a que mais ames; não desesperes.
Ora em Silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos.
É por isto que a tempestade pode rugir à noite, mas não existem forças na Terra que impeçam, cada dia a chegada de novo amanhecer.

Meimei, do livro Amizade, psicografado por Chico Xavier

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Os Anjos da Guarda

Comunicação espontânea obtida pelo Sr. L., um dos médiuns da Sociedade Espírita de Paris.
Há uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto e por sua doçura: a dos Anjos da Guarda. Pensar que tendes sempre junto a vós seres que vos são superiores, que aí estão sempre para vos aconselhar, para vos sustentar, para vos ajudar a subir a áspera montanha do bem, que são os amigos mais certos e mais dedicados que as mais íntimas ligações que possais estabelecer na Terra, não é uma ideia consoladora? Estes seres aí estão por ordem de Deus; foi Ele que os pôs ao vosso lado; aí se acham por amor a Ele e junto a vós realizam bela e penosa missão. Sim, onde quer que estejais, estarão convosco: nos calabouços, nos hospitais, nos lugares de deboche, na solidão – nada vos separa destes amigos que não vedes, mas cujos suaves impulsos vossa alma sente, como lhes escuta os sábios conselhos.
Se conhecêsseis melhor esta verdade, quantas vezes ela vos ajudaria nos momentos de crise! Quantas vezes ela vos salvaria das mãos dos maus Espíritos! Mas, em pleno dia, esse Anjo do bem, muitas vezes vos poderá dizer: “Eu não te disse e tu não o fizeste? Não te mostrei o abismo e nele te precipitaste? Não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade? E seguiste os conselhos da mentira.” Ah! Interrogai os vossos anjos da guarda; estabelecei com eles essa terna intimidade, que reina entre os melhores amigos. Nada penseis ocultar-lhes, pois eles têm o olhar de Deus e não os podereis enganar. Pensai no futuro e procurai avançar nesta vida: vossas provas serão assim mais curtas e vossas existências mais felizes. Eia! Homens, coragem: lançai para longe, de uma vez por todas, os preconceitos e os pensamentos ocultos; entrai na nova via que se abre à vossa frente; marchai, pois tendes guias a quem deveis seguir: o alvo não vos pode frustrar porque esse alvo é o próprio Deus.
Aos que pensassem ser impossível a Espíritos realmente elevados ater-se a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas mesmo estando a milhões de léguas de vós: para nós nada é o espaço e, mesmo vivendo num outro mundo, nossos Espíritos conservam suas ligações com o vosso. Desfrutamos de qualidade que não podeis compreender, mas ficai certos de que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças e de que não vos abandonou na Terra sem amigos e sem apoio. Cada anjo da guarda tem o seu protegido, sobre o qual vela como um pai sobre o filho; é feliz quando o vê seguir o bom caminho e sofre quando seus conselhos são desprezados.
Não temais fatigar-nos com as vossas perguntas. Ao contrário, ficai sempre em contato conosco: sereis mais fortes e mais felizes. São estas comunicações de cada um com seu Espírito familiar que fazem todos os homens médiuns – médiuns hoje ignorados, mas que se manifestarão mais tarde e que se espalharão como um oceano sem limites para afugentar a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos instruí;  homens de talento, educai os vossos irmãos. Não sabeis que obra assim realizais: é a obra do Cristo, que Deus vos impõe. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, se não para as repartirdes com os vossos irmãos, para adiantá-los no caminho da ventura e da felicidade eterna?

São Luiz e Santo Agostinho

Observação: A doutrina dos anjos da guarda que velam sobre os seus protegidos, apesar da distância que separa os mundos, nada tem de surpreendente, é, ao contrário, grandiosa e sublime. Não vemos na Terra um pai velar sobre seu filho, mesmo a distância, ajudando-o com seus conselhos por correspondência? Que haveria, pois, de estranho em que os Espíritos pudessem guiar aos que tomam sob a sua proteção, de um mundo a outro, de vez que, para eles, a distância que separa os mundos é menor que aquela que na Terra separa os continentes?

Revista Espírita, janeiro de 1859

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Parábola do servo vigilante

Estejam cingidas as vossas cintas e acesas as vossas candeias; e sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das bodas; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor achar vigiando, quando vier; em verdade vos digo que ele se cingirá, os fará sentar à mesa, e, chegando-se, os servirá. E quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar. Mas sabei que, se o dono da casa tivesse sabido a hora a que havia de vir o ladrão, não haveria deixado arrombar a sua casa. Estai, vós, também apercebidos, porque à hora que não pensais, virá o Filho do Homem. (Lucas, XII, 35-40.)

Na esfera espiritual, como na esfera material, a qualidade indispensável do servo é ser vigilante.
Servo vigilante é o que trata com zelo dos misteres que lhe são afetos, correspondendo, como deve, ao salário pelo qual se ajustou, e satisfazendo, ao mesmo tempo, as ordens que recebeu de seu senhor.
A desídia no trabalho, não só abate o crédito do operário, como também lesa os interesses de seus superiores.
O bom servo, que trabalha nas coisas referentes ao Espírito, não tem tempo para se reclinar no leito e, de candeia apagada, dormir o bom sono, esquecendo os trabalhos que lhe são afetos.
Precisa ele, com a cinta cingida e a candeia acesa, vigilante, aguardar que o Senhor lhe bata à porta.
Nenhum dos servos sabe em que vigília chegará o Senhor, se na segunda, se na terceira; e a vinda do Senhor é tão certa, como a descida das chuvas à terra, como a mudança do dia pela noite, como o calor, como o frio, como os ventos, como a volta dos cometas, como o brilho das estrelas.
Em linguagem evangélica, servo vigilante é o que estuda, é o que pesquisa, perquire, e, de candeia acesa, isto é, com o entendimento aclarado pela compreensão dos fatos que observou e dos estudos que fez, ilumina os que lhe estão próximos, ensinando-lhes o caminho que vai ter a Deus, que não pode ser outro que o da caridade bem compreendida, como ensina o Espiritismo!

Cairbar Schutel, do seu livro Parábolas e Ensinos de Jesus, 1ª edição, 1928

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O futuro é a perfeição

Integrada no conhecimento de suas próprias necessidades de aprimoramento, a alma jamais abandona a luta. Volta às existências preparatórias do seu futuro glorioso. Reúne-se aos seres que lhe são afins, desenvolvendo a sua atividade perseverante e incansável nos carreiros da evolução.

Em existências obscuras, ao sopro das adversidades, amontoa os seus tesouros imortais, simbolizados nas lições que aprende, devotadamente, nos sofrimentos que lhe apuram a sensibilidade. Cada etapa alcançada é um ciclo de dores vencidas e de perfeições conquistadas.

O que significam as reencarnações

Cada encarnação é como se fora um atalho nas estradas da ascensão. Por esse motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus.

A golpes de vontade persistente e firme, o Espírito alcança elevados pontos na sua escalada, nos quais não mais estacionará no caminho escabroso, mas sentirá cada vez mais a necessidade de evolução e de experiência, que o ajudarão a realizar em si as perfeições divinas.

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Consciência e responsabilidade

Há duas palavras com significação muito diferente na Terra e na Vida Espiritual.
Uma delas é “consciência”, a outra é “responsabilidade”.
No plano físico, muitas vezes conseguimos sufocar a primeira e iludir a segunda, temporariamente, mas no campo das Verdades Eternas, não será possível adormecer ou enganar uma e outra.
A consciência revela-nos tais quais somos, seja onde for, e a responsabilidade marca-nos a fronte com os nossos merecimentos, culpas ou compromissos.

Chico Xavier/Hilda, no Livro Vozes do Grande Além
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