No Clima da Corrigenda

No clima da corrigenda

Deixemo-nos levar para o que é perfeito… – Paulo. (Hebreus, 6:1.)
Busquemos edificar-nos em espírito, reconhecendo que, em verdade, estamos infinitamente longe das criaturas perfeitas, mas, se já conhecemos algo do Cristo, estamos na trilha da corrigenda e qualquer corrigenda, mesmo ligeira, é passo da vida no rumo da perfeição.
Emmanuel

Para Frente

Para frente

Por mais sofras
Jamais desanimes.
O problema aparece
Carregando a lição.
Surge a crise
Revelando a verdade.
Provações no caminho
Somam experiência.
Deus sabe o que precisas
Para seres feliz.
Segue à frente e não temas
Escorando-te em Deus.

Doutrinar e Transformar

Emmanuel e Chico Xavier
Em verdade é preciso doutrinar para esclarecer.
Mas é imprescindível, igualmente, transformar para redimir.
Doutrinação que melhore.
Transformação que recupere.
A teoria prepara.
A prática realiza. Ensinando, induzimos.
Fazendo, demonstramos.
Quem instrui, acende luz.
Quem edifica, é a própria luz em si.
Para doutrinar com segurança, é necessário atender à sabedoria através do cérebro.
Para transformar com êxito, é indispensável obedecer ao amor, por intermédio do coração.
Não basta, pois, o ensinamento.
Imperioso sejamos nós mesmos a lição viva. Pensamento que observe e ilumine.
Sentimento que compreenda e ajude sempre. Não nos limitemos, desse modo, aos méritos da palavra.
Procuremos, com o mesmo fervor, as vantagens da ação.
Cultura, que aperfeiçoe.
Trabalho que santifique.
Hermes, Zoroastro, Confúcio, Sidarta e Sócrates foram grandes e veneráveis instrutores que nos revelaram a senda.
Jesus-Cristo, porém, associando lição e exemplo, é o Mestre Amoroso e Sábio que nos ensina a percorrê-la.
Emmanuel, recebida por Chico Xavier, em 19.01.1956.

Prece a Mãe Santíssima

Maria Santíssima
Maria Santíssima

Mãe Santíssima!…
Enquanto as mães do mundo são reverenciadas, deixa te recordemos a pureza incomparável e o exemplo sublime…
Soberana, que recebeste na palha singela o Redentor da Humanidade, sem te rebelares contra as mães felizes, que afagavam espíritos criminosos em palácios de ouro, ensina-nos a entesourar as bênçãos da humanidade.
Lâmpada de ternura, que apagaste o próprio brilho para que a luz do Cristo fulgurasse entre os homens, ajuda-nos a buscar na construção do bem para os outros o apoio de nossa própria felicidade.
Benfeitora, que te desvelaste, incessantemente, pelo Mensageiro da Eterna Sabedoria, sofrendo-lhe as dores e compartilhando-lhe as dificuldades, sem qualquer pretensão de furta-lo aos propósitos de Deus, auxilia-nos a extirpar do sentimento as raízes do egoísmo e da crueldade com que tantas vezes tentamos reter na inconformação e no desespero os corações que mais amamos.
Senhora, que viste na cruz da morte o Filho Divino, acompanhando-lhe a agonia com as lágrimas silenciosas de tua dor, sem qualquer sinal de reclamação contra os poderes do Céu e sem qualquer expressão de revolta contra as criaturas da terra, conduze-nos para a fé que redime e para a renúncia que eleva.
Missionária, salva-nos do erro.
Anjo, estende sobre nós a níveas asas!…
Estrela, clareia-nos a estrada com teu lume…
Mãe querida, agasalha-nos a existência em teu manto constelado de amor!…
E que todas nós, mulheres desencarnadas e encarnadas em serviço na terra, possamos repetir, diante de Deus, cada dia, a tua oração de suprema felicidade:
– “Senhor, eis aqui tua serva, cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.

Anália Franco. Recebida por Chico Xavier, em 10 de maio de 1956.

Mãe Terra

Agradece, cantando, a Terra que te abriga.
Ela é o seio de amor que te acolheu criança,
O berço que te trouxe a primeira esperança,
O campo, o monte, o vale, o solo e a fonte amiga…

Do seu colo desponta a generosa espiga,
Que te farta o celeiro e te rege a abastança,
Dela surge, divino, o lar que te descansa
A mente atribulada entre o sonho e a fadiga.

Louva-lhe a própria dor amarga, escura e vasta,
E exalta-lhe o grilhão que te encadeia e arrasta,
Constringindo-te o peito atormentado e aflito.

Bendize-lhe as lições na carne humilde e santa…
A Terra é a Grande Mãe que te ampara e levanta
Das trevas abismais para os sóis do Infinito!…

Amaral Ornellas, mensagem recebida por Chico Xavier

A Ideia

Espírito Emmanuel
Espírito Emmanuel

A ideia é um elemento vivo de curta ou longa duração que exteriorizamos de nossa alma e que, exprimindo criação nossa, forma acontecimentos e realizações, atitudes e circunstâncias que nos ajudam ou desajudam, conforme a natureza que lhe venhamos a imprimir.
Força atuante – opera em nosso caminho, enquanto lhe asseguramos o movimento.
Raio criador – estabelece atos e fatos, em nosso campo de ação, enquanto lhe garantimos o impulso.
Expressa flor ou espinho, pão ou pedra, asa ou algema, que arremessamos na mente alheia e que retornarão, inevitavelmente, até nós, trazendo-nos perfume ou chaga, suplício ou alimento, cadeia ou liberdade.
O crime é uma idéia-flagelação que não encontrou resistência.
A guerra de ofensiva é um conjunto de idéias-perversidade, senhoreando milhares de consciências.
O bem é uma ideia-luz, descerrando à vida caminhos de elevação.
A paz coletiva é uma coleção de ideias-entendimento, promovendo o progresso geral.
É por essa razão que o Evangelho representa uma glorificada equipe de idéias de amor puro e fé transformadora, que Jesus trouxe à esfera dos homens, erguendo-os para o Reino Divino.
Na manjedoura, implanta o Mestre a ideia da humildade.
Na carpintaria nazarena, traça a idéia do trabalho.
Nas bodas de Caná, anuncia a ideia do auxílio desinteressado à felicidade do próximo.
No socorro aos doentes, cria a idéia da solidariedade.
No sermão das bem-aventuranças, plasma a ideia de exaltação dos valores imperecíveis do espírito sobre a exaltação passageira da carne.
No Tabor, revela a ideia da sublimação.
No jardim das Oliveiras, insculpe a ideia da suprema lealdade a Deus.
Na cruz da renunciação e da morte, irradia a ideia do sacrifício pessoal pelo bem dos outros, como bênção de ressurreição para a imortalidade vitoriosa.
Nos mínimos lances do apostolado de Jesus, vemo-lo associando verbo e ação no lançamento das ideias renovadoras com que veio redimir o mundo.
E é por isso que, em nossas tarefas habituais, precisamos selecionar em nossas manifestações as ideias que nos possam garantir saúde e tranquilidade, melhoria e ascensão.
Não nos esqueçamos de que nossos exemplos, nossas maneiras, nossos gestos e o tipo de palavras que cunhamos para uso de nossa boca, geram ideias, que, à maneira de ondas criadoras, vão e vêm, partindo de nós para os outros e voltando dos outros para nós, com a qualidade de sentimento e pensamento que lhes infundimos, levantando-nos para o triunfo, ou impulsionando-nos para a derrota.
Evitemos o calão, a queixa, a irritação, o apontamento insensato, a gíria deprimente e a frase pejorativa, não apenas em nosso santuário de preces, mas em nosso intercâmbio vulgar, porque toda expressão conduz à inspiração e pagaremos alto preço pela autoria indireta do mal.
Somos hoje responsáveis pela ideia do Senhor no círculo de luta em que nos situamos. E é indispensável viver à procura do Cristo, para que a ideia do Cristo viva em nós.
Emmanuel, mensagem recebida por Chico Xavier, em 27 de outubro de 1955.