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Ante o Mundo Espiritual

Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna. – Paulo. (II Timóteo, cap. 6 v.19)
Fundamento é alicerce, sustentáculo.
A essência espírita da palavra de Paulo a Timóteo não nos deixa qualquer dúvida.
O apóstolo solicita aos companheiros encarnados na Terra entesourarem “um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna”.
Claro que não se reporta ao porvir do corpo, destinado a transformações inevitáveis na química da Natureza.
O convertido de Damasco, se refere à alma imperecedoura.
Em síntese, destaca a necessidade do máximo aproveitamento da reencarnação.
Recorda aos homens que os obstáculos do mundo são recursos valiosos para o reajuste do Espírito; que as provações na carne são agentes de purificação interior; que a convivência com aqueles que nos ferem ou caluniam é oportunidade de exercitarmos humildade e que o contato de tentações é o processo de amealharmos experiência.

Paulo quer dizer que a criatura humana, em se desvencilhando da armadura física pelo transe da morte, se aspire a conquistar os planos superiores, no rumo da imortalidade vitoriosa, precisa transportar consigo as riquezas do espírito hauridas no estudo e no trabalho, no mérito das boas obras e no autoaprimoramento, de vez que sem esses requisitos, conquanto desencarnada, permanecerá gravitando em torno de vicissitudes terrestres, à espera de novas reencarnações.
Emmanuel, psicografia de Chico Xavier.

Que Produzes?

Meu amigo.
A vida nunca deixará sem contas o tempo que nos empresta.
A fonte oculta no campo desamparado é uma bênção para o chão ressequido.
A árvore é doadora constante de utilidades e benefícios.
A cova minúscula é berço da sementeira.
A erva tênue faz a provisão do celeiro.
A abelha pequenina fabrica mel que alivia o doente.
O barro humilde, ao calor da cerâmica, se transforma em sustentáculo da habitação.
Nos estábulos e nos redis, há milhões de vidas inferiores, extinguindo-se em dádivas permanentes ao conforto da Humanidade, produzindo leite e lã para que povos inteiros se alimentem, se agasalhem e desenvolvam.
E nós, que desfrutamos a riqueza do tempo, que fazemos da sublime oportunidade de criar o bem?
Ainda que fujamos para os derradeiros ângulos do Planeta, um dia chegará em que a Verdade Divina se dirigirá a nós outros, indagando:
Que produzes? Que fazes da saúde do corpo, da inteligência, dos recursos variados que a vida te deu?
Lembremo-nos de que na própria crucificação, o Mestre Divino produziu a Ressurreição por mensagem de imortalidade ao mundo de todos os séculos.
Não te esqueças, meu amigo, de que a felicidade é uma equação de rendimento do esforço da criatura, na improvisação do bem e na extensão dele e não olvides que, provavelmente, não vem longe o minuto em que prestarás contas de teu aproveitamento nas bênçãos de trabalho e paz, alegria e luz, que vens atravessando na condição de usufrutuário da Terra.

Emmanuel