Lhanes, Costa Verde, Espanha

No Calvário da Luz

Deixa que a Dor te rasgue o peito, ao grito
Da angústia extrema que te prende e enluta!
O buril que lacera a pedra bruta
Guarda o poder tirânico e bendito.

Infortunado, mísero, proscrito,
Segue, de pés sangrando, sob a luta,
De fronte iluminada e face enxuta,
Prelibando a grandeza do infinito…

Avança à frente, moribundo embora,
Cultivando a bondade que aprimora,
De alma oprimida a soluçar, de rastros…

Louva o crisol da desventura humana
Que a Vida Pura reina, soberana,
No roteiro mirífico dos astros.

Cruz e Souza

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