Página do Além

Página do AlémQuando a morte reclama nossa vida
E a carne se retrai desfalecente,
Raro aquele que, em lágrimas, não sente
A desventura da ilusão perdida.

Aqui, chora a amargura indefinida
Do tempo renovado, inutilmente…
Além, grita a revolta impenitente
Na dor de toda falta cometida.

Oh! vós, que desfrutais o corpo amigo,
Não repouseis no sacrossanto abrigo!
Plantai com Cristo o Amor que não se engana.

Crescei no bem, guardando a fé robusta!
No sepulcro, há reposta clara e justa
À sementeira da existência humana.
João Coutinho

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