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Baluze – Messias do Espiritismo

Quando uma transformação da Humanidade deve se operar, Deus envia em missão um Espírito capaz, por seus pensamentos e por uma inteligência superior, de dominar seus contemporâneos, e de imprimir, às gerações futuras, as ideias necessárias para uma revolução moral civilizadora.
De tempos em tempos, assim, veem-se elevarem-se, acima do comum dos homens, seres que, como faróis, os guiam no caminho do progresso, e lhes fazem transpor, em alguns anos, as etapas de vários séculos. O papel de alguns está limitado a um país ou a uma raça; são como oficiais conduzindo cada um sob sua ordem, uma divisão do exército; mas há outros cuja missão é agir sobre a Humanidade inteira, e que não aparecem senão nas épocas mais raras que marcam a era das transformações gerais.
Jesus Cristo foi um desses enviados excepcionais; do mesmo modo tereis para os tempos chegados, um Espírito superior que dirigirá o movimento do conjunto, e dará uma coesão poderosa às forças esparsas do Espiritismo.
Deus sabe a propósito modificar nossas leis e nossos hábitos, e quando um fato novo se apresente, esperai e orai, porque o Eterno não faz nada que não seja segundo as leis de divina justiça que regem o universo.
Para vós que tendes a fé e que consagrastes a vossa vida à propaganda da ideia regeneradora, isso deve ser simples e justo; mas só Deus conhece o que é prometido; limito-me a vos dizer: Esperai e orai, porque o tempo é chegado, e o novo Messias não faltará: Deus saberá designá-lo a seu tempo, aliás, será por suas obras que ele se afirmará.
Podeis esperar muitas coisas, vós que vedes tantas estranhas com relação às ideias admitidas pela civilização moderna.
(BALUZE; Paris, 1862.)

Revista Espírita, fevereiro de 1868

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Espíritas meditemos

Um templo espírita é, na essência, um educandário em que as leis do Ser, do Destino, da Evolução e do Universo são examinadas claramente, fazendo luz e articulando orientação, mas, por isso, não deve converter-se num instituto de mera preocupação academicista.
Manterá o simpósio dos seareiros experientes, sempre que necessário, mas não o situará por cima da obra de evangelização popular.
Alentará a tribuna em que o verbo primoroso lhe honorificará os princípios, diante de assembleias cultas e atentas; contudo, não se esquecerá do entendimento fraternal, de coração para coração, em que os companheiros mais sábios se disponham, pacientemente, a responder às perguntas e a sossegar as inquietações dos menos instruídos.
Fornecerá informações preciosas aos pesquisadores da Verdade, na esfera dos conhecimentos superiores que veicula, no entanto, trabalhará com maior devotamento em favor dos caídos em provação e necessidade, que lhe batem à porta, esmagados de sofrimento.
Prestigiará a ciência do mundo que suprime as enfermidades e valorizará o benefício da prece e o do magnetismo curativo, no socorro aos doentes.
Divulgará o conceito filosófico e a frase consoladora.
Propiciará o ensino, multiplicando o pão.
Um templo espírita, revivendo o Cristianismo, é um lar de solidariedade humana, em que os irmãos mais fortes são apoio aos mais fracos e em que os mais felizes são trazidos ao amparo dos que gemem sob o infortúnio.
Nesse sentido, é lícito recordar os apelos endereçados pelo Mundo Espiritual aos espíritas, através da Codificação Kardecista, no item 4, do capítulo XX, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, que nos apontam rumo certo:
“Ide, pois, e levai a palavra divina aos grandes que a desprezarão; aos eruditos que exigirão provas; aos pequenos e simples que a aceitarão, porque principalmente entre os mártires do trabalho, na provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide! Esses receberão com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina”.
Espíritas, reflitamos!
Estudemos, sentindo, compreendendo, construindo e ajudando sempre.
Auxiliemos o próximo, sustentando, ainda, todos aqueles que procuram auxiliar.
Jesus chamou a equipe dos apóstolos que lhe asseguraram cobertura à obra redentora, não para incensar-se e nem para encerrá-los em torre de marfim, mas para erguê-los à condição de amigos fiéis, capazes de abençoar, confortar, instruir e servir ao povo que, em todas as latitudes da Terra, lhe constitui a amorosa família do coração.

Chico Xavier/Emmanuel – do livro Estude e Viva

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