Categorias
Espiritualidade

Clélie Duplantier – Os Messias do Espiritismo

A sociedade em geral, ou, melhor dizendo, a reunião de seres, tanto encarnados quanto desencarnados, que compõem a população flutuante de um mundo, em uma palavra, uma Humanidade, não é outra senão uma grande criança coletiva que, como todo ser dotado de vida, passa por todas as fases que se sucedem em cada um, desde o nascimento até a idade mais avançada; e, do mesmo modo que o desenvolvimento do indivíduo é acompanhado de certas perturbações físicas e intelectuais que incumbem, mais particularmente, em certos períodos da vida, a Humanidade tem suas doenças de crescimento, seus transtornos morais e intelectuais.
É a uma dessas grandes épocas, que terminam um período e que começam outro, a que vos é dado assistir. Participando, ao mesmo tempo, das coisas do passado e as do futuro, aos sistemas que se desmoronam e às verdades que se fundem, tende cuidado, meus amigos, de vos colocar ao lado da solidez, do progresso e da lógica, se não quereis ser arrastados à deriva; e abandonar os palácios suntuosos quanto à aparência, mas vacilantes pela base, e que enterrarão logo sob suas ruínas os infelizes bastante insensatos para não querer sair deles, apesar das advertências de toda natureza que lhes são prodigalizadas.
Todas as frontes se entristecem e a calma aparente, que julgais gozar, não serve senão para acumular um maior número de elementos destruidores.
Algumas vezes, a tempestade que destrói o fruto dos suores de um ano é precedida de precursores que permitem tomar as precauções necessárias para evitar, tanto quanto possível, a devastação. Desta vez, isso não será assim. O céu ensombrado parecerá clarear; as nuvens fugirão; depois, de repente, todos os furores por muito tempo comprimidos desencadear-se-ão com uma violência estranha.
Infelizes daqueles que não tiverem preparado um abrigo! Infelizes dos fanfarrões que irão ao perigo com o braço desarmado e o peito descoberto! Infelizes daqueles que afrontarão o perigo com a taça à mão! Que decepção terrível os espera! A taça presa em sua mão não chegará aos seus lábios, que serão feridos!
À obra, pois, Espíritas, e não vos esqueçais de que devereis ser todo prudência e todo previdência. Tendes um escudo, sabei dele servir-vos; uma âncora de salvação, não a negligencieis.
Clélie Duplantier, Paris 1867

Revista Espírita, fevereiro de 1868

Para ler os comentários sobre Os Messias do Espiritismo, clique aqui

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.