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Que Produzes?

Meu amigo.
A vida nunca deixará sem contas o tempo que nos empresta.
A fonte oculta no campo desamparado é uma bênção para o chão ressequido.
A árvore é doadora constante de utilidades e benefícios.
A cova minúscula é berço da sementeira.
A erva tênue faz a provisão do celeiro.
A abelha pequenina fabrica mel que alivia o doente.
O barro humilde, ao calor da cerâmica, se transforma em sustentáculo da habitação.
Nos estábulos e nos redis, há milhões de vidas inferiores, extinguindo-se em dádivas permanentes ao conforto da Humanidade, produzindo leite e lã para que povos inteiros se alimentem, se agasalhem e desenvolvam.
E nós, que desfrutamos a riqueza do tempo, que fazemos da sublime oportunidade de criar o bem?
Ainda que fujamos para os derradeiros ângulos do Planeta, um dia chegará em que a Verdade Divina se dirigirá a nós outros, indagando:
Que produzes? Que fazes da saúde do corpo, da inteligência, dos recursos variados que a vida te deu?
Lembremo-nos de que na própria crucificação, o Mestre Divino produziu a Ressurreição por mensagem de imortalidade ao mundo de todos os séculos.
Não te esqueças, meu amigo, de que a felicidade é uma equação de rendimento do esforço da criatura, na improvisação do bem e na extensão dele e não olvides que, provavelmente, não vem longe o minuto em que prestarás contas de teu aproveitamento nas bênçãos de trabalho e paz, alegria e luz, que vens atravessando na condição de usufrutuário da Terra.

Emmanuel

Os Quinhentos da Galileia

Os quinhentos da Galileia
Os quinhentos da Galileia

Contou-nos Chico Xavier que, alguns dias após a crucificação de Jesus, das milhares de pessoas que O seguiam, algumas centenas delas combinaram encontrar-se às margens do Mar da Galileia, a fim de amenizarem as saudades de Sua palavra e de Seu convívio. Falava-se vagamente que o Mestre voltaria ao Monte para despedir-se. Apenas quinhentas tiveram a coragem de comparecer. Eram tempos de cruéis perseguições.
Os primeiros astros da noite começaram a brilhar no alto.
Estavam em oração, quando uma luz muito intensa brilhou na amplidão e começou a descer em direção ao cume de pequeno monte, à beira da praia. Logo puderam verificar que era Jesus, o Mestre Divino, que vinha ter com eles, envolto em belíssima luz.
Conversou demoradamente com eles e, quando se despediu, deixou-os cheios de uma coragem até então desconhecida.

Essas centenas de pessoas ficaram, portanto, conhecidas como “Os Quinhentos da Galileia” que fizeram o propósito de trabalhar incessantemente pela humanidade. Elas têm reencarnado nos mais diversos contextos religiosos e políticos do Planeta, ensinando a verdade e abrindo novos caminhos nas artes, na ciência e nas mais variadas religiões da Terra, revelando o desejo do Cristo, que é de amor e fraternidade.

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