Categorias
Espiritualidade

O espiritismo e os cônjuges / Spiritism and Spouses

O Evangelho segundo o Espiritismo — Cap. XXII — Item 3
O Livro dos Espíritos — Questão 803

Sem entendimento e respeito, conciliação e afinidade espiritual torna-se difícil o êxito no casamento.
Todos os pretendentes à união conjugal carecem de estudar as circunstâncias do ajuste esponsalício antes do consórcio, para isso existindo o período natural do noivado.
Aspecto deveras importante para ser analisado será sempre o da crença religiosa.
Efetivamente, se a religião idêntica no casal contribui bastante para a estabilidade do matrimônio, a diversidade dos pontos de vista não é um fator proibitivo da paz da família. Mas se aparecem rixas no lar, oriunda do choque de opiniões religiosas diferentes, a responsabilidade é claramente debitada aos esposos que se escolheram um ao outro.
A tendência comum de um cônjuge é a de levar o outro a pensar e agir como ele próprio, o que nem sempre é viável e nem pode ocorrer. Eis por que não lhes cabe violentar situações e sentimentos, manejando imposições recíprocas, mormente no sentido de se arrastarem a determinada crença religiosa.
Deve partir do cônjuge de fé sincera a iniciativa de patentear a qualidade das suas convicções, em casa, pelo convite silencioso a elas, através do exemplo.
Não será por meio de discussões, censuras ou pilhérias em torno de assuntos religiosos que se evidenciará algum dia a excelência de uma doutrina.
Em vez de murmurações estéreis, urge dar provas de espiritualidade superior, repetidas no dia a dia. Em lugar de conceitos extremados nas prédicas fatigantes, vale mais a exposição da crença pela melhoria da conduta, positivando-se quão pior seria qualquer criatura sem o apoio da religião.
Para os espíritas jamais será construtivo constranger alguém a ler certas obras, frequentar determinadas reuniões ou aceitar critérios especiais em matéria doutrinária.
Quem deseje modificar a crença do companheiro ou companheira, comece a modificar a si mesmo, na vivência da abnegação pura, do serviço, da compreensão, do bom-senso prático, salientando aos olhos do outro ou da outra a capacidade de renovação dos princípios que abraça.
O cônjuge é a pessoa mais indicada para revelar as virtudes de uma crença ao outro cônjuge.
Um simples ato de bondade, no recinto do lar, tem mais força persuasiva que uma dezena de pregações num templo onde a criatura comparece contrariada.
Uma única prova de sacrifício entre duas pessoas que se defrontam, no convívio diário, surge mais eficaz como agente de ensino que uma vintena de livros impostos para leituras forçadas.
Em resumo, depende de o cônjuge fazer a sua religião atrativa e estimulante para o outro, ao contrário de mostrá-la fastidiosa ou incômoda.
Nos testemunhos de cada instante, no culto vivo do Evangelho em casa e na lealdade à própria fé, persista cada qual nas boas obras, porque, diante de demonstrações vivas de amor, cessam quaisquer azedumes da discórdia e todas as resistências da incompreensão.

Espírito André Luiz, do livro Estude e Viva, psicografado por Chico Xavier.

The Gospel according to Spiritism – Ch. XXII – Item 3
The Spirits’ Book — Question 803

Without understanding and respect, conciliation and spiritual affinity, success in marriage becomes difficult.
All applicants to the marital union need to study the circumstances of the spousal agreement before the consortium, for which there is a natural engagement period.
A very important aspect to be analyzed will always be that of religious belief.
Effectively, if the same religion in the couple contributes a lot to the stability of the marriage, the diversity of points of view is not a prohibitive factor for the peace of the family. But if feuds arise in the home, arising from the clash of different religious opinions, the responsibility is clearly laid on the spouses who chose each other.
The common tendency of a spouse is to lead the other to think and act like him, which is not always feasible and cannot occur. This is why it is not up to them to violate situations and feelings, managing reciprocal impositions, especially in the sense of dragging themselves to a certain religious belief.
The spouse of sincere faith should take the initiative to demonstrate the quality of their convictions, at home, by silently inviting them, through example.
It will not be through discussions, censures or jokes around religious matters that the excellence of a doctrine will ever be evidenced.
Instead of sterile murmurings, it is urgent to demonstrate superior spirituality, repeated in everyday life. Instead of extreme concepts in tiring sermons, it is worth more to expose the belief for the improvement of conduct, positing how much worse any creature would be without the support of religion.
For spiritists, it will never be constructive to force someone to read certain works, attend certain meetings or accept special criteria in doctrinal matters.
Whoever wishes to modify the belief of the companion, begins to modify himself, in the experience of pure abnegation, of service, of understanding, of practical common sense, emphasizing in the eyes of the other or of the other the capacity of renewal of the principles that embrace.
The spouse is best suited to reveal the virtues of a belief to the other spouse.
A simple act of kindness, in the confines of the home, has more persuasive power than a dozen preachings in a temple where the creature appears upset.
A single test of sacrifice between two people who face each other, in daily life, appears more effective as a teaching agent than a score of books imposed for forced reading.
In summary, it is up to the spouse to make their religion attractive and exciting to the other, as opposed to making it boring or uncomfortable.
In the testimonies of every moment, in the living worship of the Gospel at home and in loyalty to one’s own faith, each one persists in good works, because, in the face of living demonstrations of love, any bitterness of discord and all the resistance of misunderstanding cease.

Spirit André Luiz, from the book Estude e Viva, psychographed by Chico Xavier.

5 respostas em “O espiritismo e os cônjuges / Spiritism and Spouses”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.