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Espiritualidade

Na senda renovadora / On the path of renewal

Enquanto nos demoramos nas teias da animalidade, costumamos centralizar a vida na concha envenenada do egoísmo, orientando-nos pelo cérebro, agindo pelo estômago e inspirando-nos pelo sexo…
A passagem na Terra significa, então, para nossa alma, o movimento feroz de caça e presa.
O cálculo é o nosso modo de ser.
A satisfação física é o nosso estímulo.
O prazer dos sentidos é a finalidade de nosso esforço.
Entretanto, quando a luz do Evangelho se faz sentir em nosso coração, altera-se-nos a vida.
O amor passa a reger nossas mínimas expressões individuais.
Identificamos as nossas próprias feridas, catalogamos nossos próprios defeitos e inventariamos nossas próprias necessidades.
A língua perde a volúpia delituosa da maledicência.
Os olhos olvidam a treva, em busca de sol que lhes descortine horizontes mais vastos.
Os ouvidos esquecem as serpes invisíveis do mal, a fim de se concentrarem nas sugestões do bem.
E a cabeça procura o suave calor da fornalha da caridade, a fim de que as ilusões lhe não imponham o frio do desapontamento triste, compensação de quantos reclamam a felicidade que a Vida Física não lhes pode dar…
Chegada essa hora de renovação do nosso próprio Espírito, nossa existência se transforma numa pregação permanente aos que nos seguem os passos, de vez que a lâmpada acesa do ensinamento de Jesus, no imo da alma, é astro irradiante a clarear a marcha da vida.
Não te gastes, desesperando-te em exigências descabidas, nem te percas no cipoal das queixas sem significação.
Procura o Cristo, em silêncio, e grava as lições d’Ele nas páginas da própria luta de cada dia e quem te acompanha saberá encontrar, em tua conduta e em teus gestos, o abençoado caminho da elevação.

Espírito Emmanuel, do livro Alvorada do Reino, psicografado por Chico Xavier.

While we linger in the webs of animality, we tend to center life in the poisoned shell of selfishness, guiding ourselves through the brain, acting through the stomach and inspiring ourselves through sex…
The passage on Earth means, then, for our soul, the ferocious movement of hunting and prey.
Calculation is our way of being.
Physical satisfaction is our stimulus.
The pleasure of the senses is the end of our effort.
However, when the light of the Gospel is felt in our hearts, our lives are changed.
Love begins to govern our minimal individual expressions.
We identify our own wounds, catalog our own shortcomings, and inventory our own needs.
The tongue loses the criminal voluptuousness of maledicence.
The eyes overlook the darkness, in search of the sun that opens up wider horizons.
The ears forget the invisible serpents of evil in order to concentrate on suggestions of good.
And the head seeks the soft heat of the furnace of charity, so that illusions do not impose the cold of sad disappointment, compensation for those who claim the happiness that Physical Life cannot give them…
When that time of renewal of our own Spirit arrives, our existence becomes a permanent preaching to those who follow in our footsteps, since the lighted lamp of Jesus’ teaching, in the depths of the soul, is a radiant star that illuminates the march of life.
Don’t waste yourself, despairing over unreasonable demands, or get lost in the vine of meaningless complaints.
Look for Christ, in silence, and engrave His lessons on the pages of your daily struggle, and whoever accompanies you will know how to find, in your behavior and in your gestures, the blessed path to elevation.

Spirit Emmanuel, from the book Alvorada do Reino, psychographed by Chico Xavier.

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