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Espiritualidade

Lugares de expiação / Places of atonement

Múltiplas são as conceituações dos infernos exteriores.
Para os hindus de várias legendas religiosas da antiguidade, a região do sofrimento, para lá do sepulcro, dividia-se em dezenas de seções, nas quais os Espíritos culpados experimentavam os martírios do fogo e da asfixia, dos botes de serpentes e aves famélicas, de venenos e martelos, lâminas e prisões.
Entre os chineses, acreditava-se que os condenados, após o decesso, atravessavam privações e torturas, até caírem, exaustos, numa espécie de segunda morte, com o suposto aniquilamento do próprio ser.
Egípcios possuíam aparatosos regimes de corrigenda para os mortos que fossem implacavelmente sentenciados a penas aflitivas, sob os vistas de Anúbis.
A crença popular grega admitia a existência de abismos insondáveis, além-túmulo, onde os maus eram atormentados por agonias cruéis.
E, seguindo por vasta escala de concepções, a teologia relaciona infernos hebraicos, persas, romanos, escandinavos, muçulmanos e ainda os que são até hoje perfilhados pelos diversos departamentos da atividade cristã.

Não ignoras que os sistemas de castigo, mentalizados para depois da morte, obedecem às idiossincrasias de cada povo, apresentando, por isso, variedades multiformes. E sabemos igualmente, em Doutrina Espírita, que existem outros infernos exteriores, a cercar-nos na Terra, entre os próprios espíritos encarnados.
Não longe de nós, vemos o inferno da ignorância, em que se debatem as inteligências sequiosas de luz, o inferno das necessidades primárias absolutamente desatendidas, o inferno dos entorpecentes, o inferno do lenocínio, o inferno do desespero e o inferno das crianças desamparadas, todos eles gerando os suplícios das sombras e da loucura, do pauperismo e da enfermidade, do abandono e da delinquência.
Em razão disso, embora respeitando as crenças alheias, observemos as próprias ações, a fim de verificar o que estamos fazendo para extinguir os infernos que nos rodeiam.
E, sobretudo, aprendendo e servindo, vigiemos o coração para que a prática do bem nos garanta a consciência tranquila, de vez que todos somos responsáveis pela nossa própria condição espiritual.
Disse-nos o cristo: “O reino de Deus está dentro de vós”, ao que, de acordo com ele mesmo, ousamos acrescentar: e o inferno também.

Espírito Emmanuel, do livro Justiça Divina, psicografado por Chico Xavier.


Places of atonement

There are multiple conceptualizations of the outer hells.
For the Hindus of various religious legends of antiquity, the region of suffering, beyond the sepulcher, was divided into dozens of sections, in which the guilty spirits experienced the martyrdom of fire and suffocation, of the boats of serpents and hungry birds, of poisons and hammers, blades and prisons.
Among the Chinese, it was believed that the condemned, after the death, went through privation and torture, until they fell, exhausted, into a kind of second death, with the supposed annihilation of their own being.
Egyptians had ostentatious regimes of correction for the dead who were ruthlessly sentenced to harrowing sentences under the watch of Anubis.
Greek popular belief admitted the existence of unfathomable abysses, beyond the grave, where the wicked were tormented by cruel agonies.
And, following a vast scale of conceptions, theology lists Hebrew, Persian, Roman, Scandinavian, Muslim hells and even those that are still espoused by the various departments of Christian activity.

You do not ignore that the systems of punishment, designed for after death, obey the idiosyncrasies of each people, presenting, therefore, many varieties. And we also know, in the Spiritist Doctrine, that there are other external hells, surrounding us on Earth, among the incarnate spirits themselves.
Not far from us, we see the hell of ignorance, in which intelligences thirsty for light struggle, the hell of absolutely unattended primary needs, the hell of narcotics, the hell of pimping, the hell of despair and the hell of helpless children, all of them generating the torments of shadows and madness, pauperism and illness, abandonment and delinquency.
Because of this, while respecting the beliefs of others, we observe our own actions, in order to verify what we are doing to extinguish the hells that surround us.
And, above all, by learning and serving, let us watch our hearts so that the practice of good guarantees us a clear conscience, since we are all responsible for our own spiritual condition.
Christ said to us: “The kingdom of God is within you”, to which, according to himself, we dare to add: and hell also.

Emmanuel Spirit, from the book Divine Justice, psychographed by Chico Xavier.

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