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Despedida de Vital

Lua cheia… Na choça a que se apega,
Morre Vital, velhinho, olhando o morro…
Por prece, escuta a arenga do cachorro,
Ganindo nas touceiras da macega.
Pobre amigo!… Agoniza sem socorro,
Chora lembrando o milho na moega…
Oitenta anos de lágrimas carrega
Na carcaça jogada ao chão sem forro.
Suando, enxerga um moço na soleira,
– Eu sou leproso… – avisa em voz rasteira,
Mas diz o moço, envolto em luz dourada:
– Vital, eu sou Jesus! Venha comigo!…
E o velho sai das chagas de mendigo
Para um carro de estrelas da alvorada.

Chico Xavier/Cornélio Pires, do livro Antologia Mediúnica do Natal

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