Bondade

Bondade

Vê-se a miséria desditosa
Perambulando numa praça;
Sob o seu manto de desgraça
Clama o infortúnio abrasador

Eis que a Fortuna se lhe esconde;
E passa o gozo, muito ao largo;
E ela chora, ao gosto amargo,
O seu destino, a sua dor.

Mas eis que alguém a reconforta:
É a Bondade. Abre-lhe a porta;
E a fada, à luz dessa manhã,

Diz-lhe, a sorrir: – Tens frio e fome?
Pouco te importe qual meu nome,
Chega-te a mim: sou tua irmã.

João de Deus, no Livro Parnaso de Além-Túmulo

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