Espera

Espera

Se, à noite, a tempestade amaldiçoa
A golpes de granizo, sob o vento,
Olvida o temporal, rude e violento
E confia-te à prece humilde e boa.

Enquanto a terra escura se esboroa,
Não te faças tristonho ou desatento,
O sol ressurgirá no firmamento,
Trazendo a luz que salva e aperfeiçoa.

Que a sublime esperança te acalente!
Se a dor te fere, amarguradamente,
Não suponhas no abismo o fim da estrada.

Ajuda, serve, crê e espera ainda…
A sementeira voltará mais linda
Quando raiar, de novo, a madrugada.

Vallado Rosas

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