Fénelon – Os Messias do Espiritismo

Incontestavelmente, está reconhecido que vossa época é uma época de transição e de fermentação geral, mas ela ainda não chegou a esse grau de maturidade que marca a vida das nações. É ao vigésimo século que está reservado o retoque da Humanidade; todas as coisas que vão aqui se cumprir não são senão os preliminares da grande renovação. O homem chamado a completá-la, ainda não está amadurecido para cumprir sua missão, mas ele já nasceu, e sua estrela apareceu na França marcada com uma auréola, e vos foi mostrado na África há pouco tempo. Seu caminho está marcado antecipadamente. A corrupção dos costumes, as infelicidades que serão a consequência do desencadeamento das paixões, o declínio da fé religiosa, serão os sinais precursores de seu advento.
A corrupção, no seio das religiões, é o sintoma de sua decadência, como ela é o da decadência dos povos e dos regimes políticos, porque é o indício de uma falta de fé verdadeira; os homens corrompidos arrastam a Humanidade a um pendor funesto, de onde ela não pode sair senão por uma crise violenta. Ocorre o mesmo com as religiões que substituem, ao culto da Divindade, o culto do dinheiro e das honras, e que se mostrem mais ávidos de bens materiais da Terra do que de bens espirituais do céu.
(FÉNELON, Constantinopla, dezembro de 1861).

Revista Espírita, fevereiro de 1868

Por Jose Valim

Meu nome é José Valim, tenho 80 anos, e o meu objetivo é a divulgação da Doutrina Espírita Cristã.

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