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Aflições

Os aflitos classificam-se em variadas expressões.
Temos aqueles que choram por se sentirem inibidos para a extensão do mal…
Há quem se torture por não conseguir vingar-se.
Existem os que se declaram infelizes com a prosperidade do próximo e se enfurecem com a impossibilidade de lhes ultrapassar o progresso econômico ou espiritual.
Aparecem aqueles que se afirmam desditosos por não poderem competir com o luxo de quem se confia à extravagância e à loucura.
Surgem muitos em lágrimas de inveja e despeito, à frente dos vizinhos, interessados na educação e na melhoria da vida.
Há quem se revolte contra as bênçãos do trabalho e vocifera em desfavor da ordem que lhe assegura as vantagens da disciplina.
Muitos exibem chagas de inconformação, ante o sofrimento que eles próprios improvisaram.
Há infinitos gêneros de aflição no vasto caminho da vida.
E, por isso, nem todos os aflitos podem ser aquinhoados com a glória da bem-aventurança.
A palavra do Cristo se dirige àqueles que fizeram da dor um instrumento para a elevação de si mesmos, assim como o artista se vale da pedra, a fim de burilar a obra-prima de estatuária.
Acautela-te, se conservas alguma aflição particular.
A angústia, muitas vezes, pode ser antecâmara do desequilíbrio.
Converte o teu problema ou a tua mágoa em motivo de superação das próprias fraquezas, à maneira do lidador que aproveita o obstáculo para atingir os seus mais altos objetivos, e então terás convertido as inquietações do mundo em bem-aventuranças para a felicidade sem fim.

Emmanuel, do livro Instrumentos do Tempo.
Psicografia de Chico Xavier

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Compreensão sempre

Para superar aflições e constrangimentos em qualquer circunstância, é preciso, antes de tudo, compreender as pessoas e as situações difíceis que apareçam, capazes de inclinar-nos para a sombra da angústia.
Alcançar o entendimento, no entanto, demanda o exercício da fraternidade constante.
Quando a prova surja à frente, asserena-te e reflete.
Se os empreiteiros da perturbação estivessem conscientizados quanto as responsabilidades que assumem, fugiriam de qualquer indução ao desequilíbrio.
Se os perseguidores de qualquer procedência conseguissem perceber as dívidas a que se enredam, renunciariam a isso ou aquilo, em favor daqueles aos quais pretendam impor sofrimento ou dominação.
Quando o agressor lança a palavra de injúria, se fosse previamente informado sobre as consequências de semelhante resolução, decerto se recolheria ao silêncio.
Quando o delinquente se dispõe a desferir o golpe destruidor sobre alguém, se pudesse prever quanto lhe doerão os resultados da ação infeliz, preferiria haver nascido sem os braços que lhe correspondem à periculosidade e ao furor.
Em qualquer momento de crise, pensa nos irmãos outros que te cercam – tão filhos de Deus quanto nós mesmos – e coopera na paz de todos.
Especialmente em auxílio daqueles que se façam instrumentos de inquietações e de lágrimas, ora sempre e ajusta, quanto possível, as ocorrências que os favoreçam para que não se lhes agrave o peso da culpa.
Diante de todos os episódios constrangedores, silencia, onde não possas auxiliar.
E, perante os problemas de julgamento, onde estejas, usa a compreensão antes de tudo, por presença da caridade, porque o entendimento te suscitará compaixão e compadecendo-te, acertarás.

Emmanuel