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Espiritualidade

Confraternizemo-nos!

Reunidos a serviço da Verdade e do Bem com o Cristo, não nos esqueçamos de que, se permanecemos à frente dos homens que necessitam do Espiritismo, colaboramos com o Espiritismo que não prescinde dos homens.
Efetivamente, é indispensável começar a jornada de elevação, acender a primeira luz e guardar a bênção do início. Entretanto, urge evitar a demora nas estações de trabalho incompleto.
A mera procura da Verdade organiza somente investigadores.
A exclusiva busca de benefícios perpetua a caçada ao menor esforço.
Estabelecer, simplesmente, o intercâmbio mediúnico, entre encarnados e desencarnados, com todos os aparatos de identificação, pode restringir-se à tarefa informativa.
Provar a sobrevivência individual, após a morte, sem criar incentivo à Espiritualidade Superior, é apenas a descoberta de campos novos com ausência de estímulo ao progresso e à edificação.
Fomentar o conforto sem apelos à responsabilidade é cristalizar o personalismo inferior e anestesiar as forças de acesso à Consciência Divina.
Distribuir mensagens consoladoras, por simples entusiasmo da crença, distante do roteiro que oferecemos a outrem, será atender, em caráter exclusivo, a pura convenção postal entre dois mundos.
Orar, sem o sincero propósito de transformação para o Bem, é pretender a fabricação de instrumento providencial malhando em bigorna d’água.
Solicitar diretrizes do Plano Elevado, esperando que os Desígnios Divinos se adaptem aos nossos caprichos, é loucura do coração.
Doutrinar os outros, desordenadamente, é baratear a Inspiração Celeste.
Exigir a reforma alheia, de alma recolhida a macia poltrona das ilusões que assinalam a Vida Física, é tirania espiritual.
Em suma, pesquisar a Luz e a Verdade, cooperar nas obras do bem e do esclarecimento constituem serviços abençoados que o Espiritismo nos presta; todavia, o aperfeiçoamento de nós mesmos é o serviço fundamental que podemos prestar-lhe, de modo a servi-lo, diante dos homens confundidos na atualidade de sofrimentos e incertezas, desesperos e incompreensão.
Para atingir o sagrado objetivo, é necessário viver com o Mestre as inolvidáveis lições de seu Evangelho de amor e paz, de sacrifício e conversão.
Allan Kardec é o Missionário Sublime, que revela e prepara.
Jesus é o Mestre Supremo, que renova e ilumina.
Com o Apóstolo, temos as portas abertas; com o Senhor, recebemos o ministério da realização.
Do Cooperador Devotado, adquirimos o conhecimento em função da época; do Cristo Soberano, recebemos a luz imperecível para a Eternidade.
Amemo-nos uns aos outros.
Instruamo-nos e auxiliemo-nos reciprocamente.
Confraternizemo-nos para enriquecer a Vida.
Revelação divina, sem renovação humana, é Luz sem espaço, como o Espiritismo humano, sem espiritualidade divina, é espaço sem Luz.
Afeiçoemo-nos ao Cristo, sentindo-lhe as lições e vivendo-as, convictos de que não haverá melhor mundo sem homens melhores.

Emmanuel, do livro Perante Jesus, psicografado por Chico Xavier

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