Refletindo a lição

Refletindo a lição

Refletindo a lição de Jesus, quanto aos trabalhadores últimos que seriam primeiros no Reino do Céu, recorramos às imagens mais simples na esfera da natureza.
Imaginemos na vida terrestre vastíssimo vale em que se confundem velhas experiências inferiores e mentalizemos o salário celeste com sendo um tesouro de luz no pináculo da alcantilada e agressiva montanha.
Convidados os primeiros servos à excursão difícil para conquista da Divina Riqueza, eis que, de início, preferem explorar recursos auríferos, nas faldas do monte, contentando-se, a pretexto de garantirem vida fácil.
Chamados os segundos, começam a subida, contudo, impressionam-se, adiante, com os deslumbramentos da fauna e da flora, em plena serra, e resolvem parar, construindo celeiros que lhes asseguram saciedade e conforto.
Trazidos os terceiros, em vez de realizarem a ascensão, consagram-se a indagações fastidiosas e indébitas, em torno da montanha ciclópica, medindo-lhe a horizontalidade e permanecendo no mesmo nível.
Os últimos trabalhadores convocados, porém não se demoram no egoísmo ou na distração…
Consideram o objetivo que lhes cabe alcançar e, esquecendo dificuldades e sacrifícios, rasgam precioso trilho vertical, entre a base e o cimo, adquirindo, como é justo, antes dos companheiros, o tesouro de claridade eterna que lhes enriquece o espírito para sempre.
O apontamento do Mestre recorda nossas responsabilidades para com o tempo.
Ninguém pergunta ao homem, no mundo espiritual, quantos dias desfrutou na Terra, mais, sim o que fez da bênção das horas com que foi agraciado pela Providência Divina.
Ninguém é chamado a explicar, além do mundo, quantos princípios teóricos abraçou em matéria de fé, mas, é constrangido a esclarecer quanto bem realizou com a religião que lhe clareava o caminho.
Se desejas atingir a luz e alegria, a paz e a felicidade, depois da existência corpórea na carne, repara o que fazes do tempo e dos recursos que o Céu te confiou.
Hoje ainda, auxilia a ti mesmo, auxiliando aos outros, para que amanhã te vejas auxiliado pelo Salário Divino reservado pelas Leis que nos regem tão-somente para aqueles que fizerem da própria vida um cântico de trabalho incessante, erguido ao Amor que nunca morre.

Emmanuel, do livro Refúgio, psicografado por Chico Xavier

Por Jose Valim

Meu nome é José Valim, tenho 80 anos, e o meu objetivo é a divulgação da Doutrina Espírita Cristã.

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