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Espiritualidade

Na obra cristã

Para que nós, os cristãos, não venhamos a falsear a profecia de que somos portadores, é imprescindível nos atenhamos à Obra de Amor e Luz que nos cabe, na concretização dos princípios do Mestre e Senhor, cuja lição levantamos dos velhos sepulcros da letra em que se nos aprisionava a experiência religiosa.
Disse-nos o Senhor:
—“Não julgueis para que não sejas julgado”.
Isso, decerto, não equivale dizer que é preciso abolir a análise do nosso campo de inteligência, mas, sim que toda condenação é vinagre no pão da fraternidade com que pretendemos nutrir a concórdia entre os homens.
Asseverou, de outra feita:
—“Serás medido com medida idêntica a que aplicares a teu irmão”.
Isso, também, não indica que devermos marchar indiferentes a confrontações e definições, necessárias à elevação de nível do progresso que nos é próprio, mas, sim, que usar as armas da ironia ou da violência, com que somos defrontados no roteiro comum, será o mesmo que atirar o petróleo à fogueira, com o propósito de extinguir o incêndio da crueldade.
Lembremo-nos, na oficina de trabalho a que fomos conduzidos, que somente amando aos inimigos e auxiliando aos que nos perseguem, através do silêncio digno e da oração espontânea, segundo os ensinamentos do Divino Orientador, é que realmente seremos fiéis à Luz Profética, com que somos chamados a construir a nova Mentalidade Cristã para os Tempos Novos.
Conjuguemos emoções e pensamentos, palavras e atitudes, atos e fatos, num só objetivo: A Obra do genuíno Esclarecimento das Almas, com base em nosso próprio testemunho de serviço e de amor, na certeza de que, se a árvore, no quadro da natureza, retira do adubo a seiva fecundante que lhe assegura a frutescência, em plenitude de substância e beleza, também, nós outros, encravados, ainda, em nossas próprias imperfeições, podemos retirar delas os mais santos recursos de aprendizado, aproveitando-os na consecução da tarefa edificante que nos compete realizar atingindo, por fim, a Verdadeira Comunhão com Aquele que é para nós todos, na Terra, a Luz do Caminho, o Alimento da Verdade e o Brilho Incessante da Vida.

Emmanuel, do livro Refúgio, psicografado por Chico Xavier

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