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Espiritualidade

Os que se dedicam às coisas espirituais

Nunca nos cansaremos de repetir que a existência no orbe terreno constitui, para as almas mais ou menos evolvidas, um estágio de aprendizado ou…

Nunca nos cansaremos de repetir que a existência no orbe terreno constitui, para as almas mais ou menos evolvidas, um estágio de aprendizado ou degredo; junto desses seres sensíveis, vivem os espíritos retardados no seu adiantamento e aqueles que se encontram no início da evolução.
Para todos, porém, a luta é a lei purificadora.
Os que vivem com mais dedicação às coisas do Espírito, esses encontram maiores elementos de paz e felicidade no futuro; para eles, que sofreram mais em razão do seu afastamento da vida mundana, a morte é um remanso de tranquilidade e de esperança.
Encontrarão a paz ambicionada nos seus dias de lágrimas torturantes, e sociedades esclarecidas os esperam em seu seio, para celebrarem dignamente os seus atos de heroísmo na tarefa árdua de resistência às inúmeras seduções que a existência planetária oferece.

As almas torturadas

Quão triste, todavia, é a situação dos que no mundo se apegaram, demasiadamente, às alegrias mentirosas e aos prazeres fictícios. Muitos anos de dor os aguardam, nas regiões espirituais, onde contemplam incessantemente os quadros do seu pretérito, em desoladoras visões retrospectivas, na posse imaginária das coisas que os obsedam.
Amantes do ouro, ali ouvem, continuamente, o tilintar de suas supostas moedas; ingratos, escutam os que foram enganados pelas suas traições; cenas penosas se verificam e muitas almas piedosas se entregam ao mistér de guias e condutores espirituais desses Espíritos deslumbrados na ilusão e nos tormentos. Só o amor dessas almas carinhosas permite que as esperanças não desfaleçam, cultivando-as incessantemente no coração abatido e desolado dos sofredores, a fim de que renasçam para os resgates necessários.

A outra vida

A vida no além é também atividade, trabalho, luta e movimento. Se as almas estão menos submetidas ao cansaço, não combatem menos pelo seu aperfeiçoamento.
As leis das afinidades a tudo presidem entre os seres despidos dos indumentos carnais e, liberto o Espírito dos laços que o agrilhoavam à matéria, recebe o apelo de quantos se afinam pelas suas preferências e inclinações.

Emmanuel, do livro homônimo, psicografado por Chico Xavier

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