Ânsia Inútil

Luiz Delfino dos Santos
Luiz Delfino dos Santos

Regressando, encantado, de outras rotas
Em que a vida sublime se retrata,
Quisera repetir a serenata
Dos sóis, marcando sublimadas notas.

Ah! se eu pudesse descrever as frotas
Dos mundos de ouro pelos céus de prata
E o turbilhão da luz que se desata
De resplendentes amplidões remotas!…

Mas, singela e sombria, a lira estala,
Estraçalha-se o plectro da fala,
Embora o anseio que se me agiganta…

E, no incêndio que lavra no meu peito,
Somente encontro inútil verbo estreito
Que me estrangula as cordas da garganta.
Luiz Delfino dos Santos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.