
A autoridade, da mesma maneira que a fortuna, é uma delegação de que se pedirá contas a quem dela foi investido. Não creias ela seja dada para satisfazer ao fútil prazer do mando, nem tão pouco, segundo pensa falsamente a maioria dos poderosos da Terra, como um direito ou uma propriedade. Deus, aliás, tem demonstrado suficientemente que ela não é nem uma, nem outra coisa, desde que a retira quando bem lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente à pessoa que a exerce, seria inalienável. Ninguém pode dizer, entretanto, que uma coisa lhe pertence, quando lhe pode ser tirada sem o seu consentimento. Deus concede autoridade a título de missão ou de prova, conforme lhe convém, e da mesma forma a retira.
O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII