Orações – José Silvério Horta

Oração do Pai NossoPrece
Pai Nosso, que estás nos Céus,
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos,
Deste mundo de escarcéus.
Louvado sejas, Senhor,
Na glória do Lar Celeste,
Pelos bens que nos trouxeste,
No Evangelho redentor.
Santificado, Senhor,
Seja o Teu nome sublime,
Que em todo o Universo exprime,
Concórdia, ternura e amor.
Na tarefa renovada
Que o teu olhar nos consente,
De espírito reverente,
Clamamos por teu amor.
Venha ao nosso coração,
O Teu reino de bondade,
De paz e de claridade,
Na estrada da redenção.
Pobres cegos que fugimos
Da luz a que nos elevas,
Nossa oração rompe as trevas,
Escuta-nos, Mestre, e vem…
Cumpra-se Teu mandamento,
Que não vacila nem erra,
Nos Céus, como em toda Terra;
De luta e de sofrimento.
Retifica-nos o passo
Para a estrada corrigida,
Sustentando-nos a vida,
Na força do Eterno Bem.
Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão do caminho,
Feito da luz, no carinho;
O pão espiritual.
Dá-nos, Jesus, tua bênção,
Que nos consola e levanta…
Que a tua doutrina santa
Vibre pura e viva em nós!
Perdoa-nos, meu Senhor,
De iniquidade e de dor.
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
Faze, Senhor, que nós todos,
Na caminhada incessante,
Cada dia, cada instante,
Possamos ouvir-te a voz.
Auxilia-nos também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar nossos irmãos,
Que vivem longe do bem.
Ampara-nos a esperança,
Socorre-nos a pobreza,
Liberta nossa alma presa
Do erro e da imperfeição!…
Com a proteção de Jesus,
Livra a nossa alma do erro,
Sobre o mundo de desterro,
Distante da vossa luz.
Mestre excelso da verdade,
Hoje e sempre, em toda parte,
Ensina-nos a guardar-te,
No templo do coração.
Que vossa ideal igreja,
Seja o altar da Caridade,
Onde se faça a vontade,
De vosso amor… Assim seja.
Monsenhor José Silvério Horta
Psicografia de:
Chico Xavier e Waldo Vieira
Do Livro Antologia dos Imortais
Monsenhor José Silvério Horta, do livro Antologia dos Imortais, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira.

Sacerdote em sua última existência, soube ser humilde e bom, admirado por suas grandes virtudes. Em 1881 – segundo informa Francisco Horta, de cuja obra Monsenhor Horta (esboço biográfico) extraímos os dados aqui alinhados – é que começou a sua ascensão ao sacerdócio católica, até ser elevado à dignidade de Monsenhor, tendo exercido altas funções na diocese de Mariana. Deixou várias composições poéticas, como Caminho do Céu, Vozes do Crente, Ave Maria!… etc., todas impregnadas de unção religiosa. Nasceu na Estância de Monte Alegre, Município de Mariana, Minas Gerais, 20 de junho de 1859 – Faleceu em Mariana, 31 de Março de 1933.

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