| Oração do Pai Nosso |
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| Pai Nosso, que estás nos Céus, Na luz dos sóis infinitos, Pai de todos os aflitos, Deste mundo de escarcéus. |
| Santificado, Senhor, Seja o Teu nome sublime, Que em todo o Universo exprime, Concórdia, ternura e amor. |
| Venha ao nosso coração, O Teu reino de bondade, De paz e de claridade, Na estrada da redenção. |
| Cumpra-se Teu mandamento, Que não vacila nem erra, Nos Céus, como em toda Terra; De luta e de sofrimento. |
| Evita-nos todo o mal, Dá-nos o pão do caminho, Feito da luz, no carinho; O pão espiritual. |
| Perdoa-nos, meu Senhor, Os débitos tenebrosos, De passados escabrosos, De iniquidade e de dor. |
| Auxilia-nos também, Nos sentimentos cristãos, A amar nossos irmãos, Que vivem longe do bem. |
| Com a proteção de Jesus, Livra a nossa alma do erro, Sobre o mundo de desterro, Distante da vossa luz. |
| Que vossa ideal igreja, Seja o altar da Caridade, Onde se faça a vontade, De vosso amor… Assim seja. |
| PRECE |
| Louvado sejas, Senhor, Na glória do Lar Celeste, Pelos bens que nos trouxeste, No Evangelho redentor. |
| Na tarefa renovada Que o teu olhar nos consente, De espírito reverente, Clamamos por teu amor. |
| Pobres cegos que fugimos Da luz a que nos elevas, Nossa oração rompe as trevas, Escuta-nos, Mestre, e vem… |
| Retifica-nos o passo Para a estrada corrigida, Sustentando-nos a vida, Na força do Eterno Bem. |
| Dá-nos, Jesus, tua bênção, Que nos consola e levanta… Que a tua doutrina santa Vibre pura e viva em nós! |
| Faze, Senhor, que nós todos, Na caminhada incessante, Cada dia, cada instante, Possamos ouvir-te a voz. |
| Ampara-nos a esperança, Socorre-nos a pobreza, Liberta nossa alma presa Do erro e da imperfeição!… |
| Mestre excelso da verdade, Hoje e sempre, em toda parte, Ensina-nos a guardar-te, No templo do coração. |
| Espírito Monsenhor José Silvério Horta, do livro Antologia dos Imortais, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira. |
Sacerdote em sua última existência, soube ser humilde e bom, admirado por suas grandes virtudes. Em 1881 – segundo informa Francisco Horta, de cuja obra Monsenhor Horta (esboço biográfico) extraímos os dados aqui alinhados – é que começou a sua ascensão ao sacerdócio católico, até ser elevado à dignidade de Monsenhor, tendo exercido altas funções na diocese de Mariana. Deixou várias composições poéticas, como Caminho do Céu, Vozes do Crente, Ave Maria!… etc., todas impregnadas de unção religiosa. Nasceu na Estância de Monte Alegre, Município de Mariana, Minas Gerais, 20 de junho de 1859 – Faleceu em Mariana, 31 de Março de 1933.