O livro dos sete selos

A VISÃO DO CORDEIRO

No CAPÍTULO V aparece, ao vidente um “livro selado com 7 selos”. E o “livro do futuro”, que, “fechado” para todos, só podia ser aberto pelo “Cordeiro”, Jesus, o Cristo, que “venceu para romper os 7 selos”. (1) – Apocalipse, V, 5.
Então, aparece, a João, o “Cordeiro” com sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados a toda a Terra”.
O número sete simboliza a perfeição, é o número completo, dá a ideia do desenvolvimento integral do Espírito. Vemos as sete virtudes, que encarnam a perfeição; as sete cores, os sete sons, as sete formas (cone, triângulo, círculo, elipse, parábola, hipérbole, trapézio); os sete dias, etc… O chifre, na velha poesia hebraica, é o símbolo da força.
Ao receber o Cordeiro o livro, desenrola-se um espetáculo maravilhoso:
“Os quatro animais” e os “24 anciãos” caem, de joelhos, diante do Eleito; têm todos nas mãos cítaras e vasos de ouro cheios de incenso (as orações dos santos) (1), e cantam um cântico novo: “Tu, só tu és digno de pegar no livro e de lhe abrir os selos; porque tu foste morto e com o teu sangue ganhaste para Deus uma grande quantidade de eleitos de todas as tribos, de todas as línguas, de todos os povos, de todas as raças, e os elegeste, para nosso Deus, reino e sacerdotes, e reinarão sobre a Terra”. (2) No mesmo momento, João vê muitos anjos “ao redor do trono, das criaturas viventes e dos anciãos, e ouve-os clamando com uma grande voz”:
“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória, a bênção”. (3)
(1) – Apocalipse, VIII, 13
(2) – Apocalipse, XIV, 1
(3) – Apocalipse, V, 1 e 12
Vai começar a abertura do “livro”, e vão ser rasgados os selos.

Por Cairbar SchutelPrimeira edição deste livro ocorreu no dia 21 de setembro de 1918.

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