Evocação de animais

283. Evocação de animais.
36. Pode-se evocar o Espírito de um animal?
– O princípio inteligente que animava o animal fica em estado latente após a morte. Os Espíritos encarregados desse trabalho imediatamente o utilizam para animar outros seres, através dos quais continuará o processo da sua elaboração. Assim, no mundo dos Espíritos não há Espíritos errantes de animais, mas somente Espíritos humanos. Isto responde a vossa pergunta.
(20) Espíritos errantes são os que aguardam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo ainda fixado em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não têm essa condição. Ler na Revista Espírita, nº. de 7 de julho de 1860, as comunicações do Espírito de Charlet e a crítica de Kardec a respeito. Na edição Edicel, página 218 do volume terceiro, título “Dos Animais”. (N. do T.)
37. Como se explica então que certas pessoas tenham evoca animais e recebido respostas?
– Evoque um rochedo e ele responderá. Há sempre uma multidão de Espíritos prontos a falar sobre tudo.
OBSERVAÇÃO – É por essa mesma razão que se evocarmos um mito ou um personagem alegórico ele responderá, isso quer dizer que responderão por ele. O Espírito que se apresentar em seu lugar tomará seu aspecto e as suas maneiras. Alguém teve um dia a ideia de evocar Tartufo e ele logo se manifestou. E ainda mais, falou de Orgon, Elmira, de Damis e Valéria, dando suas notícias. Quanto a si mesmo imitou Tartufo com tanta arte como se ele fosse um personagem real. Disse mais tarde ser um artista que havia desempenhado o papel. Os Espíritos levianos se aproveitam sempre da inexperiência dos interrogantes, mas evitam manifestar-se aos que sabem que podem descobrir as suas imposturas e não dariam crédito às suas estórias. É o mesmo que acontece entre os homens.
Um senhor tinha em seu jardim um ninho de pintassilgos, pelos quais se interessava muito. Certo dia o ninho desapareceu. Seguro que ninguém de sua casa cometera o delito, e sendo médium, teve ideia de evocar a mãe dos passarinhos. Ela se comunicou e lhe disse em excelente francês: “Não acuses a ninguém e tranquiliza-te quanto a sorte dos meus filhinhos. Foi o gato que saltou e derrubou o ninho. Poderás encontrá-lo sob a relva, acompanhado de os filhotes que não foram comidos”. Indo verificar, encontrou tudo certo. Devemos concluir que foi a ave quem respondeu? Claro que não, mas simplesmente um Espírito conhecia a história. Isso mostra quanto devemos desconfiar das aparências: evoca um rochedo e ele te responderá. (Ver o capítulo sobre Mediunidade nos animais, n° 234).
(21) Muitas criticas foram e ainda são feitas a Kardec por haver citado exemplos como este. Mas é necessário compreender que ele se dirigia ao povo em geral e não apenas a determinada classe de pessoas. Fatos dessa natureza ocorrem com frequência entre pessoas ingênuas, mesmo as pertencentes a classes ilustradas. Uma das principais dificuldades prática espírita está precisamente nessa ingenuidade de certas pessoas, mais numerosas que se pensa, e a melhor maneira de adverti-las é através de exemplos concretos. (N. do T.)

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