Gandhi

Gandhi

O “Mahatma” Gandhi, cujo o verdadeiro nome era Mohandas Karanshand Gandhi, foi líder de 250 milhões de hindus, que sempre viram nele a encarnação viva de todos os ideais do povo e da dignidade nacional. Nenhum homem jamais logrou reunir ao redor de si, um número tão grande de adeptos dispostos a darem a vida pelo guia espiritual. Mohandas Karamshand Gandhi nasceu em Cathiawar, província de Bombaim, em 2 de outubro de 1869. Filho do primeiro ministro do Estado onde nasceu, foi educado por um nrâmane.
Ficou noivo aos 8 anos e casou-se aos 12 anos. Aos 17 anos entrou para a Universidade de Alimedab, onde começou a falar como um perfeito advogado londrino. Em 1891 voltou para a Índia e instalou-se em Bombaim com escritório de advocacia, transferindo-se em seguida para a África do Sul, onde foi devoto na luta contra a defesa da colônia indiana, a qual todos os direitos civis eram negados, inclusive o de permanência. Instalou-se novamente em Bombaim, aonde consagrou a luta pacífica pela independência do seu país da Inglaterra, inaugurando em 1920 a campanha da não violência e não cooperação. O movimento espalhou-se rapidamente e Gandhi recebeu o título de Mahatma que significa “Grande Alma “. “A não violência é o artigo número um de minha fé e é também o último artigo de meu credo.” Preso e condenado em 1930, Gandhi iniciou a campanha da desobediência civil baseada nas idéias de Tolstoi e Rosseau. Chegou ainda, descrever a si mesmo como uma “espécie de anarquista” e planejou uma sociedade descentralizada, baseada em aldeias e comunas independentes. Por conseqüência desta campanha foi preso novamente. Já em liberdade, assinou em 1931, com o vice-rei da Índia o Pacto de Delhi, pelo qual grande parte do serviço administrativo do país passava para as mãos dos nativos. Preso novamente em 1933, foi solto em 1934 devido ao seu longo jejum de protesto contra a maneira que vinham tratando os intocáveis. Após o jejum, Gandhi renunciou a liderança do Congresso Indiano e retirou-se para Sanagram. Conseguindo a independência da sua pátria em 1946, depois de lutar durante 50 anos, dedicou-se a pacificação dos dois grupos religiosos – o Muçulmano e o Hindu – sendo meses depois assassinado quando dirigia-se a um comício de oração. A morte de Gandhi nas mãos de Nathuram Vinayak Godse, um brâmane hindu que não aprovava a ação de Gandhi por ela favorecer a convivência e o entendimento entre muçulmanos e hindus, feriu e impressionou profundamente a Índia. O falecimento de Gandhi é mais do que uma tragédia nacional. Para milhões de indianos é o pensamento de um “Deus”.
Gandhi compreendeu que o mundo contemporâneo caminha para um obvio: o amor ou a destruição. Ele confirmou a possibilidade de uma sociedade nova, mas condicionou sua vida à renovação interior do homem. E atuou neste sentido em seu vastíssimo e multiforme empenho, convencido de que um homem, mesmo só, com o tempo, pode mudar o mundo. Era o único, em campo civil, anunciando e repetindo, com incansável perseverança, e numa época de sofrimento, as verdades básicas da salvação: verdades “antigas como as montanhas”, mas sempre carregadas de formidável poder revolucionário. Antes, e mais que liberdade política da Índia, preocupava-o a liberdade interior do homem, entendida como libertação do egoísmo, da avareza, do ódio, do medo, de todas as paixões que reduzem o espírito dos homens à escravidão e conduzem os povos a sangrentas lutas.

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