Anúncio da sétima trombeta

Uma Revelação.
Grandes acontecimentos serão anunciados pelo som da sétima trombeta. (1)
“Nos dias do sétimo anjo, quando este estiver para tocar a trombeta, então se cumprirá o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.”
(1) – Apocalipse, X: 7.
Que será?
Não precipitemos a revelação; continuemos na tradução e estudemos atentamente o capítulo X.
São João viu descendo do céu “um anjo forte vestido de uma nuvem; o arco-íris estava sobre a sua cabeça, e o seu rosto era como o Sol, e os seus pés como colunas de fogo, e tinha na mão um livro aberto”.
Não há dúvida de que é um mensageiro de revelação. A sua fronte, a sua vestimenta, as luzes que aureolam a sua testa, simbolizada nas sete cores do íris, as colunas de fogo que o sustentam e que representam o fogo sagrado da Verdade, todos esses característicos assinalam bem uma alta personagem celestial; e o livro aberto, que traz na mão, é a REVELAÇÃO que havia de ser dada ao vidente.
“O anjo pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra, e bradou, com grande voz: os sete trovões fizeram soar as suas vozes, mas ao profeta foi proibido escrever o que disseram os sete trovões”.
Então o anjo levantou a mão direita para o céu e jurou que não haveria mais demora no cumprimento do mistério de Deus.
Uma voz do céu ordena ao profeta receber o livro, que está aberto na mão do anjo.
João se aproxima do mensageiro, pede-lhe o livro, e aquele lhe diz:
“Toma-o e come-o, e te causará amargor no ventre, mas na tua boca será doce como mel”.
João tomou o livro, comeu-o, e outra voz lhe disse: “Cumpre que ainda profetizes” a respeito de muitos povos, raças, línguas e reis”.
Que conterá o livro que o vidente recebeu? Sem dúvida é uma profecia, uma REVELAÇÃO, porque o “espírito do profeta está sujeito ao profeta”, como disse São Paulo.
Mas, sobre que será a profecia?
Os últimos trechos do capítulo – “cumpre ainda que profetizes a respeito de muitos povos, línguas, raças e reis” – parecem indicar que o livro trata do DRAGÃO, das MULHERES e das BESTAS, tanto mais que, quando João o comeu, “causou-lhe amargor no ventre”.
A profecia é sempre doce na boca; quando é recebida, o coração se alegra, porque a alma exulta quando está em comunicação com o mundo espiritual. Mas, se a profecia nos anuncia coisas desagradáveis, que vão suceder, nos entristecemos (causa-nos amargor no ventre).
É bom lembrar desde já que duas são as BESTAS APOCALÍPTICAS; assim também teremos de encontrar, nos capítulos seguintes, duas MULHERES, uma que representa a RELIGIÃO, descrita no cap. XII, outra que representa a falsa RELIGIÃO, citada no capítulo XVII: 4, 5, 6.

Por Cairbar SchutelPrimeira edição deste livro ocorreu no dia 21 de setembro de 1918.

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