O Abraço Salvador

Já se comprovou que todos nós necessitamos de contacto físico para nos sentirmos bem, e uma das formas mais importantes de contacto físico é o abraço.
Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos. Algumas vezes não encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor é a melhor maneira.
Há vezes que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços.
Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, empregam-se para aliviar a dor, a depressão e a ansiedade. Provocam alterações fisiológicas positivas em quem toca e em quem é tocado.
Aumenta a vontade de viver aos enfermos. É importante saber que os abraços são necessários para o desenvolvimento, manter-se são e para crescer como pessoa.
O que nos dá um abraço? Proteção: sentir-se protegido é importante para todos, ainda mais para as crianças e mais velhos, que frequentemente dependem do amor de quem os rodeia.
Segurança: todos nós necessitamos de nos sentirmos seguros. Se não o conseguimos, atuamos de forma ineficaz e as nossas relações interpessoais declinam.
Confiança: a confiança faz-nos avançar quando o medo se impõe ao nosso desejo de participar com entusiasmo em algum desafio da vida.
Força: quando transferimos a nossa energia com um abraço, as nossas próprias forças aumentam.
Saúde: o contacto físico e o abraço partilham uma energia vital capaz de sanar ou aliviar enfermidades.
Autovalorização: através do abraço podemos transmitir uma mensagem de reconhecimento, do valor e excelência de cada indivíduo.

O abraço
O abraço

Um artigo das “Seleções”, que se chama “O abraço salvador” relata um episódio da vida de duas gêmeas, cujos primeiros dias foram passados em suas respectivas incubadoras, sendo que para uma delas não havia esperança de que sobrevivesse.
A enfermeira chefe da unidade, contra todas as regras existentes, decidiu juntar as duas irmãs, e aquilo que aconteceu foi verdadeiramente espantoso e comovente: a bebê que se encontrava bem, abraçou a sua irmãzinha moribunda, conseguindo, com o calor do seu corpo, o milagre de lhe regular a temperatura e pulso, o que permitiu estabilizar o ritmo cardíaco da sua gêmea…
Aqui fica este testemunho da importância de um abraço e do bem que este pode fazer…
Um abraço faz e Diz Muitíssimo; abraça o teu amigo, abraça os teus entes queridos, abraça a as tuas crianças, abraça o teu animal de estimação…

O abraço

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante
Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante foi o verdadeiro médicos dos pobres. Certo dia, um pai de família pede-lhe, chorando, um óbolo, uma ajuda em dinheiro para enterrar o corpo de sua esposa, que desencarnara, deixando-lhe os filhos menores doentes e famintos. Bezerra procura algo nos bolsos e nada encontra. Comove-se e, por intuição, desapegado das coisas materiais, tira do dedo o anel simbólico de Médico e o entrega ao irmão necessitado, dizendo-lhe, com carinho e humildade:
Venda-o e, com o dinheiro, enterre o corpo de sua mulher e compre o que precisa. Em outra ocasião, acabada a sessão espírita, descera Bezerra de Menezes ainda emocionado, as escadas da Federação Espírita Brasileira, quando localizou um irmão, de seus 45 anos, cabelos  em  desalinho, com a roupa suja e   amarrotada.
Os dois se olharam, Bezerra compreendeu logo que ali estava um caso todo particular para ele resolver. Oh! Bendito os que têm olhos no coração! E Bezerra os tinha e os tem. E levou o desconhecido para um canto e lhe ouviu, com atenção, o desabafo, o pedido:
– Dr. Bezerra, eu estou sem emprego, com a mulher e dois filhos doentes e famintos… E eu mesmo, como vê, estou sem alimento e febril!
Bezerra, apiedado, verificou se ainda tinha algum dinheiro. Nada encontrou nos bolsos. Apenas a passagem do bonde… Tornou-se mais apiedado e apreensivo. Levantou os olhos já molhados de pranto para o alto e, numa prece muda, pediu inspiração a Maria Santíssima, seu anjo tutelar e solucionador de seus problemas. Depois, virando-se para o Irmão:
– Meu filho, você tem fé em Nossa Senhora, a Mãe do Divino Mestre, a nossa Mãe Querida?
– Tenho e muita Dr. Bezerra!
– Pois, então, em Seu Santíssimo Nome, receba este abraço.
E abraçou o desesperado irmão, envolvente e demoradamente. E, despedindo-se, disse-lhe:
– Vá, meu filho, na Paz de Jesus e sob a proteção do Anjo da Humanidade. E, em seu lar, faça o mesmo com todos os seus familiares,  abraçando-os, afagando-os. E confie Nela, no amor da Rainha do Céu, que seu caso há de ser resolvido.
Bezerra partiu a caminho do lar meditando: teria cumprido seu dever? Será que possibilitara ajuda ao irmão em prova, faminto e doente? E arrependia-se por não lhe haver dado senão um abraço. Não possuía nenhum dinheiro. O próprio anel de grau já não estava nos seus dedos. Tudo havia dado. Não tendo dinheiro, dera algo de si mesmo, vibrações, bom ânimo, moeda da alma, ao irmão sofredor e não tinha certeza de que isso lhe bastara… E, neste estado de espírito, preocupado pela sorte de um seu semelhante, chegou ao lar.
Uma semana passara-se. Bezerra não se recordava mais do sucedido. Muitos eram os problemas alheios. Após a sessão de outra terça-feira, descia as escadas da FEB, quando alguém, no mesmo lugar da escada, trazendo na fisionomia toda a emoção do agradecimento, toca-lhe o braço e lhe diz:
– Venho agradecer-lhe, Dr. Bezerra, o abraço milagroso que me deu na semana passada, neste local e nesta mesma hora. Daqui saí logo sentindo-me melhor. Em casa, cumpri seu pedido e abracei minha mulher e meus filhos. Na linguagem do coração, oramos todos à Mãe do Céu. A água que bebemos e demos aos familiares parece que continha alimento, pois dormimos todos bem. No dia seguinte, estávamos sem febre e como que alimentados… E veio-me a inspiração, guiando-me a uma porta, que se abriu e alguém por ela saiu, ouviu meu problema, condoeu-se de mim e me deu um emprego, no qual estou até hoje. Venho agradecer a grande dádiva que o senhor me deu, arrancada de si mesmo, maior e melhor do que dinheiro!
O ambiente era tocante! Lágrimas caíam tanto dos olhos do Dr. Bezerra como do irmão beneficiado e desconhecido. E numa prece muda, de dois corações unidos, numa mesma força gratulatória, subiu aos Céus, louvando Aquela que é, em verdade, a porta de nossas esperanças, a Mãe Sublime de todas as mães, a advogada querida de todas as nossas causas!

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