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Oração da Intimidade com Deus

Dag Hammarskjöld
Dag Hammarskjöld

Tu que estás acima de nos,
Tu que és um dentre nós,
Tu que és também em nós.
Que todos Te possam ver – também em mim,
Que eu possa preparar o caminho para Ti,
Que eu possa agradecer por tudo que me tem acontecido.
Que eu não esqueça jamais as necessidades dos outros.
Conserva-me em Teu amor,
Assim como Tu queres que os outros se conservem no meu.
Que tudo em meu ser se transforme em Teu louvor!
Que eu jamais chegue a desesperar!
Pois eu estou em Tuas mãos.
E toda força e bondade estão em Ti.
Dá-me um espírito puro – para que eu Te possa ver!
Dá-me um espírito humilde – para que eu Te possa ouvir!
Dá-me um espírito amoroso – para que eu Te possa servir!
Dá-me um espírito fiel – para que eu possa permanecer em Ti!

Dag Hjalmar Agne Carl Hammarskjöld foi um diplomata, economista e escritor sueco, secretário-geral das Nações Unidas de Abril de 1953 até sua morte.
Nascimento: 29 de julho de 1905, Jönköping
Falecimento: 18 de setembro de 1961, Ndola
Educação: Universidade de Uppsala, Universidade de Estocolmo
Prêmio: Nobel da Paz

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Ave, Kardec

O novo século começa heroico
Em meio à negação com que se encobre
A luta cã do pensamento estoico
Por amparar a humanidade pobre.
Mas o Divino Mestre lhe escuta
O anseio nobre, o clamor fecundo…
Reúne em assembleia impoluta
Semeadores para o Novo Mundo.
Disputa e dor dominam o firmamento:
Gemido em súplica inglória e vã!
Nada estanca o vívido escarmento
No louco império, grei de Leviatã!
Convoca à vida em solo lionês
O missionário da renovação.
E Allan Kardec pisa o chão gaulês
Para o propósito da Redenção.
Materialismo! Suas hostes gritam
Pela manutenção da ignorância.
Negativismo! Elas requisitam
Na sobre excitação da arrogância.
A Fé renasce esplêndida e robusta,
Encara frente a frente o raciocínio,
O véu levanta à verdade augusta
Em honra ao Bem Eterno e Virgínio.
O coração anônimo das massas
Aguarda exausto e inerme nova luz
As esperanças soam-lhe escassas
Em seu calvário de martírio e cruza.
Ave, Kardec, nas luzes do futuro!
Ave, fiel apóstolo do amor!
Viva o Espiritismo, almo e puro,
Que nos deixaste, em nome do Senhor!
Sayão
Poema psicografado por Geraldo Lemos Neto, em reunião pública em Belo Horizonte, no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, em 7 de Outubro de 1991.

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Mensagem mediúnica de Helil

Há aproximadamente cinco séculos partiam nossas naus em direção ao novo mundo, na construção dos objetivos traçados pelo Cristo Jesus.
Constituíam-se, então, novos laços e o sangue português espalhava-se nas terras da América, fazendo com que o Cruzeiro se encravasse, para que as Boas Novas fossem realmente compreendidas entre os povos.
Hoje, em naus diferentes, os nossos irmãos do Brasil retomam às terras  portuguesas, trazendo as ideias para as quais foram um dia concitados  a trabalhar.
O ideal do Evangelho faz-se realidade.
E a reunião com a Ciência é a construção de um portal para que o Velho Mundo compreenda finalmente a Mensagem do Amor, há muito esquecida.
Tenhamos a certeza e guardemos esta data como um marco para o ideal espírita, não só nestas plagas, mas por toda a Europa.
Que a paz que nos envolve neste instante, caminhe convosco em direção aos vossos lares. Que as luzes que caem sobre vós nestes momentos, sejam benesses de saúde e tranquilidade nas vossas caminhadas.
Sinto-me imensamente honrado ao ver que a minha humilde contribuição faz-se frutos  neste encontro de Amor.

Do servidor de Cristo,
Helil – “Infante de Sagres”.

Mensagem recebida pelo médium Roberto Lúcio V. de Souza nas I Jornadas de Medicina e Espiritualidade no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa em 15/10/2006.

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Espíritas meditemos

Um templo espírita é, na essência, um educandário em que as leis do Ser, do Destino, da Evolução e do Universo são examinadas claramente, fazendo luz e articulando orientação, mas, por isso, não deve converter-se num instituto de mera preocupação academicista.
Manterá o simpósio dos seareiros experientes, sempre que necessário, mas não o situará por cima da obra de evangelização popular.
Alentará a tribuna em que o verbo primoroso lhe honorificará os princípios, diante de assembleias cultas e atentas; contudo, não se esquecerá do entendimento fraternal, de coração para coração, em que os companheiros mais sábios se disponham, pacientemente, a responder às perguntas e a sossegar as inquietações dos menos instruídos.
Fornecerá informações preciosas aos pesquisadores da Verdade, na esfera dos conhecimentos superiores que veicula, no entanto, trabalhará com maior devotamento em favor dos caídos em provação e necessidade, que lhe batem à porta, esmagados de sofrimento.
Prestigiará a ciência do mundo que suprime as enfermidades e valorizará o benefício da prece e o do magnetismo curativo, no socorro aos doentes.
Divulgará o conceito filosófico e a frase consoladora.
Propiciará o ensino, multiplicando o pão.
Um templo espírita, revivendo o Cristianismo, é um lar de solidariedade humana, em que os irmãos mais fortes são apoio aos mais fracos e em que os mais felizes são trazidos ao amparo dos que gemem sob o infortúnio.
Nesse sentido, é lícito recordar os apelos endereçados pelo Mundo Espiritual aos espíritas, através da Codificação Kardecista, no item 4, do capítulo XX, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, que nos apontam rumo certo:
“Ide, pois, e levai a palavra divina aos grandes que a desprezarão; aos eruditos que exigirão provas; aos pequenos e simples que a aceitarão, porque principalmente entre os mártires do trabalho, na provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide! Esses receberão com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina”.
Espíritas, reflitamos!
Estudemos, sentindo, compreendendo, construindo e ajudando sempre.
Auxiliemos o próximo, sustentando, ainda, todos aqueles que procuram auxiliar.
Jesus chamou a equipe dos apóstolos que lhe asseguraram cobertura à obra redentora, não para incensar-se e nem para encerrá-los em torre de marfim, mas para erguê-los à condição de amigos fiéis, capazes de abençoar, confortar, instruir e servir ao povo que, em todas as latitudes da Terra, lhe constitui a amorosa família do coração.

Chico Xavier/Emmanuel – do livro Estude e Viva

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O céu é real

A história do menino americano Colton Burpo que disse ter estado no céu quando ficou em coma depois de uma operação de apendicite virou livro e motivo de polêmica nos programas de TV.
Colton está hoje com 11 anos, mas foi aos 4 que ele passou por essa experiência. Os pais dele contam que suas lembranças vieram aos poucos e, entre elas, Colton citou o encontro que teve com o bisavô por parte de pai que ele nunca conhecera. Descreveu-o como um ser iluminado, de cabelos encaracolados e asas enormes. Disse que ele perguntou por seu pai e contou várias histórias de família.
Outro detalhe considerado impressionante foi quando Colton narrou o momento em que uma menina aproximou-se dele dizendo-se sua irmã. Ela confidenciou ao menino que não chegara a nascer e não tivera um nome na terra, mas que estava muito feliz em conhecê-lo pessoalmente já que o via apenas à distância.
Quando Colton contou essa passagem aos pais, os dois se emocionaram e chegaram a chorar. A mãe do garoto havia realmente perdido um bebê de forma natural, sem nem mesmo saber o sexo, e combinou com o marido nunca revelar isso a ninguém pois a perda havia doído muito. Portanto, Colton não sabia do ocorrido pois nem era nascido.
É aí que o mistério começa a aumentar.
Depois desses dois momentos, que chegaram a abalar as concepções religiosas da família, Colton contou outros detalhes intrigantes sobre a viagem que ele descreve como uma ida ao paraíso. Disse que naquele lugar, onde tudo é mais brilhante e colorido, as pessoas vestem-se com roupas luminosas e vaporosas, não usam óculos e parecem sempre jovens, felizes e sorridentes.
Numa outra lembrança, Colton disse que esteve sentado no colo de Jesus, e este lhe dissera que ele teria a missão de levar uma mensagem de esperança ao mundo. Ao mesmo tempo Colton revelou que ao lado de Jesus estava também João Batista, que sorriu para ele e o abençoou.
Além de todas essas revelações outras não menos desconcertantes estão no livro de Colton, “Heaven is for real” (O céu é real, em tradução livre) , que já virou best-seller desde novembro de 2010 quando foi lançado. Já vendeu quase dois milhões de cópias nos Estados Unidos e já há pedidos para ser traduzido em outros idiomas.
Ao divulgar suas lembranças aos pais, Colton não sabia o quanto estaria deixando-os intrigados, assim como a todas as pessoas que tomaram conhecimento do caso. A media logo de interessou e Colton foi alvo de reportagens em sites, jornais, revistas e na TV. Ao ser entrevistado no programa Today, da rede NBC, ele deixou os apresentadores boquiabertos com sua naturalidade ao contar detalhes de sua “viagem”.
Os jornalistas começaram a entrevista entre curiosos e incrédulos, e acabaram completamente emocionados e convencidos de que Colton estava realmente falando a verdade. Comentaram que o menino já fora ouvido por especialistas, psicólogos e médicos em geral para uma investigação mais detalhada do assunto. A conclusão foi surpreendente. Nenhum desses profissionais soube dar uma explicação científica sobre o que ocorrera com o menino.
Para deixar as pessoas ainda mais confusas, Colton contou com firmeza que viu, do alto do quarto onde estava sendo operado, os médicos correndo de um lado para o outro para tentar salvá-lo. Dali ele conseguiu ver também o pai falando ao telefone celular no corredor do hospital, preocupado e nervoso e a mãe chorando e rezando na capela. Segundo os pais de Colton, ele não poderia saber de tudo isso ao mesmo tempo, pois ninguém os viu nessa situação naquele momento de desespero quando Colton entrara em coma.
Bem, a história e a polêmica estão lançadas. Nessa viagem ao céu o menino Colton, um pré-adolescente normal, que faz tudo o que um menino da sua idade faz regularmente, disse que trouxe na bagagem uma mensagem de Deus, principalmente àqueles que perderam seus entes queridos. Colton afirma sem pestanejar que “ O céu existe e nele as pessoas podem se reencontrar com quem se foi”.
E como seria bom a gente acreditar piamente nisso, não é mesmo?
“Heaven is for real” fez-me lembrar da história comovente do guitarrista inglês Eric Clapton que em 1991 perdeu tragicamente o filhinho de quatro anos, que caiu de seu apartamento num andar altíssimo de um prédio em Manhattan, NY. Clapton em seu desespero de pai compôs em memória do filho a música “Tears in Heaven”, onde diz que espera vê-lo algum dia no paraíso. Agora, quem sabe, depois das revelações de Colton não reacenda em Clapton a esperança de reencontrar o filho? Tomara…

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Além do sono

A nossa reunião na noite de 17 de fevereiro de 1955 foi assinalada por verdadeiro regozijo. É que, através dos recursos psicofônicos do médium, nosso grupo recebeu pela primeira vez a palavra direta do Instrutor Espiritual Calderaro (1), cuja presença nos sensibilizou muitíssimo. Em sua alocução aborda alguns apontamentos alusivos à nossa conduta espiritual durante o sono físico, estudo esse que consideramos de real valor para a nossa edificação:

De passagem por nosso templo, rogo vênia para ocupar-lhes a atenção com alguns apontamentos ligeiros, em torno de nossas tarefas habituais.
Dia e noite, no tempo, simbolizam existência e morte na vida.
Não há morte libertadora sem existência edificante.
Não há noite proveitosa sem dia correto.
Vocês não ignoram que a atividade espiritual da alma encarnada estende-se além do sono físico; no entanto, a invigilância e a irresponsabilidade, à frente de nossos compromissos, geram em nosso prejuízo, quando na Terra, as alucinações hipnogógicas, toda vez que nos confiamos ao repouso.
É natural que o dia mal vivido exija a noite mal assimilada.
O espírito menos desperto para o serviço que lhe cabe, certamente encontrará, quando desembaraçado da matéria densa, trabalho imperioso de reparação a executar.
Por esse motivo, grande maioria de companheiros encarnados gasta as horas de sono exclusivamente em esforço compulsório de reajuste.
Mas, se o aprendiz do bem atende à solução dos deveres que a vigília lhe impõe, torna-se, como é justo, além do veículo físico, precioso auxiliar nas realizações da Esfera Superior.
Convidamos, assim, a vocês, tanto quanto a outros amigos a quem nossas palavras possam chegar, à tarefa preparatória do descanso noturno, através do dia retamente aproveitado, a fim de que a noite constitua uma província de reencontro das nossas almas, em valiosa conjugação de energias, não somente a benefício de nossa experiência particular, mas também a favor dos nossos irmãos que sofrem.
Muitas atividades podem ser desdobradas com a colaboração ativa de quantos ainda se prendem ao instrumento carnal, principalmente na obra de socorro aos enfermos que enxameiam por toda parte.
Vocês não desconhecem que quase todas as moléstias rotineiras são doenças da ideia, centralizadas em coagulações de impulsos mentais, e somente ideias renovadoras representam remédio decisivo.
Por ocasião do sono, é possível a ministração de amparo direto e indireto às vítimas dos labirintos de culpa e das obsessões deploráveis, por intermédio da transfusão de fluidos e de raios magnéticos, de emanações vitais e de sugestões salvadoras que, na maior parte dos casos, somente os encarnados, com a assistência da Vida Superior, podem doar a outros encarnados.
E benfeitores da Espiritualidade vivem a postos, aguardando os enfermeiros de boa-vontade, samaritanos da caridade espontânea, que, superando inibições e obstáculos, se transformem em cooperadores diligentes na extensão do bem.
Se vocês desejam partilhar semelhante concurso, dediquem alguns momentos à oração, cada noite, antes do mergulho no refazimento corpóreo.
Contudo, não basta a prece formulada si por só.
É indispensável que a oração tenha bases de eficiência no dia bem aproveitado, com abstenção da irritabilidade, esforço em prol da compreensão fraterna, deveres irrepreensivelmente atendidos, bons pensamentos, respeito ao santuário do corpo, solidariedade e entendimento para com todos os irmãos do caminho, e, sobretudo, com a calma que não chegue a ociosidade, com a diligência que não atinja a demasiada preocupação, com a bondade que não se torne exagero afetivo e com a retidão que não seja aspereza contundente.
Em suma, não prescindimos do equilíbrio que converta a oração da noite numa força de introdução à espiritualidade enobrecida, porque, através da meditação e da prece, o homem começa a criar a consciência nova que o habilita a atuar dignamente fora do corpo adormecido.
Consagrem-se à iniciação a que nos referimos e estaremos mais juntos.
É natural não venham a colher resultados, de imediato, nas faixas mnemônicas da recordação, mas, pouco a pouco, nossos recursos associados crescerão, oferecendo-nos mais alto sentido de integração com a vida verdadeira e possibilitando-nos o avanço progressivo no rumo de mais amplas dimensões nos domínios do Universo.
Aqui deixamos assinalada nossa lembrança que encerra igualmente um apelo ao nosso trabalho mais intensivo na aplicação prática ao ideal que abraçamos, porque a alma que se devota à reflexão e ao serviço, ao discernimento e ao estudo, vence as inibições do sono fisiológico e, desde a Terra, vive por antecipação na sublime imortalidade.

Chico Xavier/Calderaro – Do livro “Instruções psicofônicas”

(1) Trata-se do Instrutor Espiritual a que se reporta André Luiz, em seu livro No Mundo Maior. — Nota do organizador.

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