Enfermidade

Enquanto nos escasseie educação, nos domínios da mente, a enfermidade por mortificação involuntária, desempenhará expressivo papel em nossa vida espiritual.
Na maioria das circunstâncias, somos nós quem lhe pede a presença e o concurso, antes da reencarnação, no campo da existência física, à maneira do viajor, encomendado recursos de segurança para a travessia do mar; e, em ocasiões outras, ele constitui auxílio de urgência, promovido pela bondade dos amigos, que se erigem, nas esferas superiores, à condição de patronos da nossa libertação para a Vida Maior.
À face de semelhante motivo, doenças existem de múltiplas significações, como sejam:
Inibições trazidas do berço – moléstias – amparo, comboiando votos de melhoria moral; Dermatoses recidivantes – moléstias – proteção, coibindo desmantelos do sentimento;
Mutilações congênitas – moléstias – refúgio, impedindo a queda em atos de violência ou venalidade;
Incômodos imprevistos – moléstias – socorro, evitando o mergulho da alma em compromissos inferiores;
Males de longo curso – moléstias – abrigo, obstando enredamento da criatura nas tramas da obsessão.
Certamente, ninguém deve acalentar desequilíbrios orgânicos sob a desculpa de buscar a purificação da vida interior.
O corpo físico é para a alma encarnada aquilo que a máquina significa, à frente do operário, – instrumento de serviço e progresso, que ele recebe de autoridade maior, a fim de produzir, a benefício dos outros e de si próprio, cabendo-lhe a obrigação de assisti-la constantemente e restaurá-la sempre que necessário.
Todavia, diante da doença que persiste no corpo, a despeito de todas as medidas acautelatórias e defensivas, é imperioso reconhecer-lhe a função providencial e tratá-la com a certeza de quem carrega consigo a luz de uma benção.

Emmanuel, em Caminho Espírita