Não só de Inteligência

Aquele que ama a seu irmão permanece na luz e nele não há nenhum tropeço. – João. (I João, 2:10.)
Esfalfamo-nos na Terra a fazer testes de inteligência para ganhar inteligência e, sem dúvida, precisamos todos de agilidade mental para a destreza do raciocínio e firmeza de decisão.
Entretanto, não basta a inteligência, só por si, para orientar com absoluta segurança os roteiros da vida.
Senão, vejamos.
Quase sempre sabemos:
– entesourar conhecimento intelectual, mas ignoramos ainda como utilizá-lo para evitar a guerra uns com os outros;
– acumular o dinheiro, mas muito raramente aprendemos como empregá-lo na construção da própria felicidade e da felicidade dos semelhantes;
– inventar os mais variados processos de reconforto em benefício do corpo transitório, mas desconhecemos ainda como prover as necessidades de nossas almas eternas;
– legislar com eficiência nas atividades visíveis do mundo, mas ignoramos como preservar a tranquilidade da consciência, conquanto já conheçamos a generalidade dos princípios morais que nos regem;
– cultivar grandes afeições, até mesmo com testemunhos heroicos de sacrifício, mas não sabemos ainda como traçar-lhes o equilíbrio justo para que não se convertam em desarmonia e paixão.
Em suma, estamos em condições de preparar o futuro para todas as garantias no plano físico, mas habitualmente descuidamo-nos de nossos interesses na imortalidade que é patrimônio inalienável de cada um.
Em razão disso, muitas vezes damos, na Terra, estranhos espetáculos de genialidade e delinquência, cultura e degradação.
É que apenas a inteligência não basta à felicidade.
A alegria de viver pede, acima de tudo, a luz do entendimento e a benção do amor.

Emmanuel

Alimentos

Alimentos

O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mutua, a luz da compreensão, o interesse fraternal– patrimônios que se derivam naturalmente do amor profundo – constituem sólidos alimentos para a vida em si.

André Luiz – Livro Nosso Lar

A Ciência e Construção

A caridade é paciente. – Paulo. (I Coríntios, 13:4.)
Indiscutivelmente não consegues corrigir, como talvez desejes, os desacertos da Humanidade, mas é possível ajustar o próprio coração à lei do amor a fim de que a redenção do mundo encontre em ti mesmo o ponto necessário de expansão.
Não julgues, porém, que pressa ou violência sejam climas adequados de ação para a vitória do bem.
Amarás e servirás; entretanto, não só isso: ampararás também.
Compreensão pede amadurecimento de raciocínio nos refolhos da alma.
Que dizer do lavrador que propiciasse leito e adubo à semente, sob a condição de ser correspondido com o fruto em apenas algumas horas?
Do professor que instituísse o apoio da escola exigindo, por isso, que o aluno efetue a conquista de todos os louros culturais numa semana?
Auxilia aqueles a quem amas; no entanto, não lhes solicites espetáculos de entendimento e gratidão que ainda não sejam capazes de oferecer.
Que seria de nós se fôssemos constrangidos a pagar de improviso as contas do amor que temos recebido e com que temos sido sustentados, na longa fieira de nossas reencarnações, através dos séculos? Pensa nisso e semeia o bem quanto possas, porque a caridade é paciente e na caridade infatigável se edifica, em favor de nós todos, a paciência de Deus.

Emmanuel