Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do “fast-food” e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas “mágicas”.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar “delete”.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer “eu te amo” à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame… se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

George Carlin, mensagem recebida em 2011.

Jesus está chamando

Desde a primeira hora do Apostolado Divino, Jesus está chamando cooperadores para os serviços de extensão do Reino de Deus na Terra.
A princípio, buscou Pedro e André, os pescadores humildes, à tarefa de salvação.
Convocou Mateus, o administrador de impostos, à coleta de bens do Céu.
Trouxe Maria de Magdala, a obsidiada de vários demônios, à necessária renovação.
Convocou Joana, a esposa admirável de ilustre funcionário do bem público, ao concurso fraterno.
Chamou Zaqueu, o mordomo da fortuna, do alto de um sicômoro, ao esforço de benemerência.
Exaltou em Maria da Betânia o valor da meditação.
Requisitou Marta, a preocupada servidora doméstica, às obras do pensamento sublime.
Acordou Nicodemos, o mestre intelectual de Israel, para o ministério da santificação…
Ergueu Lázaro, no sepulcro, para a manifestação do Divino Poder.
E ainda, no último dia e na derradeira hora, despertou um ladrão crucificado para a divina esperança.
Em todos os vinte séculos de Cristianismo que estamos vivendo, o Senhor está chamando colaboradores para a sua obra excelsa de redenção e aprimoramento.
Há serviço para cada um e degraus iluminativos para todos.
Para onde segues, irmão?
Jesus, por nós, imolou-se na cruz.
Que fazemos nós por ele?

Emmanuel

Oração Dominical

Nosso Pai que estás em toda parte.
Santificado seja o teu nome, no louvor de todas as criaturas;
Venha a nós o teu reino de amor e sabedoria;
Seja feita a tua vontade, acima dos nossos desejos;
Tanto na Terra, quanto nos círculos espirituais;
O pão nosso do corpo e da mente dá-nos hoje;
Perdoa as nossas dívidas, ensinando-nos a perdoar aos nossos devedores com esquecimento de todo o mal;
Não permitas que venhamos a cair sob os golpes da tentação de nossa própria inferioridade;
Livra-nos do mal que ainda reside em nós mesmos:
Porque só em Tí brilha a luz eterna do reino e do poder, da glória e da paz, da justiça e do amor para sempre.

Emmanuel

No apostolado feminino

O apostolado das Mães é o serviço silencioso com o Céu, em que apenas a Sabedoria Divina pode ajuizar com exatidão.
Ser mãe é ser anjo na carne, heroína desconhecida, oculta à multidão, mas identificada pelas mãos de Deus.
Ele conhece o holocausto das mães sofredoras e desoladas e sustenta-lhes o ânimo através de processos maravilhosos de sua sabedora infinita, assim como alimenta a seiva recôndita das árvores benfeitoras.
Um instituto doméstico, em muitos casos, é cadinho purificador.
Aí dentro, as opiniões fervilham na contenda inútil das palavras, sem edificações úteis; velhos ódios surgem à tona das discussões e sentimentos, que deveriam permanecer esquecidos para sempre, aparecem à superfície das situações, embora muitas vezes imanifestos nos entendimentos verbais.
O que nos interessa, porém, é a nossa redenção.
O sacrifício é a nossa abençoada oportunidade de iluminação.
Sabemos, no entanto, que para o carinho maternal, o combate é intraduzível.
Na batalha sem sangue no coração.
No espinheiro ignorado.
Na dor que os olhos não visitam.
O devotamento feminino será sempre o manancial do conforto e da benção.
Quando se interrompe o curso dessa fonte divina, ainda mesmo temporariamente, a vida do lar sofre ameaças cruéis.
As experiências no sexo masculino conferem à alma um senso maior de liberdade ante os patrimônios da vida, e o homem sente maior dificuldade para apreciar as questões do sentimento como convém.
Para os que se confundem na enganosa claridade dos dias terrenos, a existência carnal é somente recurso a incentivar paixões e alegrias mentirosas, todavia, para quantos fixem o problema da eternidade, com a crença renovadora no altar do espírito, a romagem planetária é divino aprendizado para a redenção. O lar terreno é a antecâmara do Lar Divino, quando lhe aproveitamos as bênçãos do trabalho santificante, porque, na realidade, se o martelo e o buril são os elementos que aprimoram a pedra, a dor e o serviço são as forças que nos aperfeiçoam a alma.
Trabalhar e sofrer são talvez os maiores bens que nossa alma pode recolher nos pedregulhos da Terra.
Toda dor é renascimento, toda renúncia é elevação e toda morte é ressurreição na verdade.
O Tesouro Divino não se empobrece e, para Deus, os filhos mais ricos são aqueles que canalizaram os recursos do serviço a bem de todos, sem cristalizarem a fortuna amoedada nos cofres de ferro, que às vezes, cedo se convertem nos fantasmas de angústia além do sepulcro.
Aqui, entendemos, com clareza mais ampla, o caminho da eternidade.
Mais vale semear rosas entre espinhos para a colheita do futuro, que nos inebriarmos no presente, com as rosas efêmeras dos enganos terrestres, preparando a seara de espinhos na direção do porvir.
Não percamos o dia para que o tempo não nos desconheça.
A dificuldade é nossa benção.
Amemos, trabalhando nas sombras de hoje, a fim de que possamos penetrar em companhia do Amor, na divina luz do Amanhã.

Agar

TOPO

O serviço orientador

É indiscutível a vitória do pensamento novo, sob as claridades do Espiritismo Cristão, a se derramarem abundantemente no mundo.
Em todos os lugares, identificamos a fome de conforto e a sede de saber… Contudo, observamos também vacilação e dúvida, em quase toda parte.
Convicções hesitantes não conseguem manter o serviço iniciado sobre projetos grandiosos, porque, não raro, os princípios sublimes são confundidos com pessoas transitórias, velando-se a luz sob espessa cortina de sombras, no ânimo irresoluto dos aprendizes, que retardam o avanço das novas revelações.
Observamos, assim, o triunfo e o brilho na ideia, a rodear-se de obscuridade e incerteza na ação.
Não podemos esquecer, porém, de que o único dissolvente dos óbices dessa natureza é o serviço, em cujos continentes renovadores encontraremos, a todo instante, o renascimento íntimo que o trabalho bem conduzido e bem interpretado estabelece dentro de nós mesmos.
A inspiração divina não se abre a quem lhe não bata as portas. E esse “bater” simbólico, tão bem expresso nas lições de Jesus, representa a atividade incessante dos discípulos da Boa Nova a fim de materializarem no mundo os ensinamentos do Mestre.
Sem que nos afeiçoemos ao serviço que ajude ao semelhante, a própria mediunidade estaria reduzida a um poço de águas estagnadas.
Avançaremos pelos caminhos do amor e da cooperação, orientando-nos pela verdadeira fraternidade, ou permaneceremos indefinidamente cristalizados na contemplação nociva ou na discussão perturbadora.
Estejamos convencidos de que o auxílio eficiente aos outros é a nossa diretriz comum, de vez que, em todo tempo, quem ajuda ao vizinho beneficia a si mesmo com mais segurança.
Se desejamos, pois um Espiritismo triunfante com o Cristo na direção e com assembleias e realizações dignas dele, não olvidemos que o serviço é o nosso orientador primário e supremo, porque somente convertendo nossa existência em braços, olhos, ouvidos, pés, pensamentos e corações, através dos quais, se manifeste a vontade atuante e redentora do Mentor Divino, em favor de todas as criaturas e de nós mesmos, é que atingiremos o mundo regenerado com uma só fé e um só Senhor.

Bezerra de Menezes

No bom combate

Meu jovem amigo.
Enquanto brilha a manhã, atendamos à conscrição divina.
Convida-nos o Senhor a operar no grande combate da luz contra a sombra e do bem contra o mal.
Não longe de nós, há continentes do espírito por descobrir e desbravar.
Armemos o coração de amor e humildade, coragem e entendimento.
Enquanto o entusiasmo juvenil te povoa a alma sensível, ao nosso lado, marcham lidadores desiludidos que as amarguras da Terra desencantaram, quase vencidos ao gelado sopro do desânimo, e, enquanto o hino da alegria ressoa na acústica de teus sonhos diante do altar da vida, junto de nós, seguem companheiros sem a graça da esperança, quase perdidos sob o nevoeiro da angústia que lhes parece irremediável…
Há inimigos na vizinhança de nossa experiência pessoal, reclamando-nos socorro sereno e vigilância pacífica.
São eles a ignorância e o ódio, o desalento e a discórdia, o egoísmo e a vaidade… Há irmãos nossos, na longa estrada, caídos sob o gládio desses antigos verdugos da Humanidade.
Contra esses adversários da felicidade e da paz é indispensável detonar o alfabeto e arremessar os raios divinos do amor, semear o bom ânimo e fortalecer a união fraterna, irradiar a bondade e exemplificar a vida simples.
Não te separes da esperança.
O caminho do progresso é cimentado com o suor dos trabalhadores leais ao Supremo Bem, que descobrem no próprio sacrifício e no heroísmo silencioso e anônimo a glória da libertação espiritual.
Estamos recrutados para ajudar e servir.
Sigamos, pois, para a vanguarda da redenção terrestre, sem exigir do mundo senão o direito de sermos úteis, no setor da atividade individual, porque em nosso exército de servidores cada batalhador dará testemunho de si mesmo, de coração ligado ao Divino Comandante que preferiu o escárnio público, a solidão íntima e a morte na cruz, para que o Amor resplandecesse em vitória sublime e imperecível sobre a Terra inteira.

Agar

TOPO

O Vaso Divino

O coração é o vaso de amor com que vamos à fonte da vida, espalhando o bem e recebendo-o, dando de nós mesmos e aproveitando o concurso dos que nos cercam.
Atende às sugestões da bondade e avança sempre.
Nunca digas – estou fatigado.
Não exclames – não posso.
Não afirmes – é impossível.
Não penses – nada sou.
Não clames – sou fraco.
Não asseveres – nada tenho.
Ajuda sem descansar, porque, no cântaro da fraternidade os recursos do Senhor se multiplicam, em doce milagre de luz para a glorificação da vida.
Segue, pois, adiante, com o vaso de tua alma inclinado ao Eterno Bem e a Graça do Alto se encarregará de provê-lo a fim de que a tua cooperação se dilate ao Infinito Divino na solução da infinita necessidade humana.

Agar

TOPO